Inteligência artificial e advocacia: como a tecnologia vai mudar o seu futuro

A tecnologia trouxe muitos benefícios para todos os segmentos da economia, inclusive para a advocacia. Uma das tecnologias e tendências que estão fazendo a advocacia ser aprimorada é a inteligência artificial. Mas você sabe o que ela realmente pode fazer por um escritório de advocacia?

Vale lembrar que a inteligência artificial é a ciência de desenvolver máquinas inteligentes, especialmente softwares inteligentes que auxiliam nas tarefas e no trabalho do dia a dia. Assim, a inteligência artificial funciona a partir de uma série de logaritmos matemáticos, os quais permitem que máquinas desenvolvam raciocínios aproximados aos de um ser humano para desempenhar várias atividades. Neste post, vamos apresentar alguns benefícios que essa tecnologia poderá trazer para o futuro da advocacia.

As diferenças entre software jurídico e inteligência artificial

Importante começarmos a falar sobre a relação entre a advocacia e a inteligência artificial comentando que existe uma grande diferença entre inteligência artificial e automação. Hoje, por exemplo, os principais escritórios do Brasil utilizam automação de processos. Isso é possível através de um software jurídico, como o Lawyer, da Alkasoft, que sistematiza a informação e facilita e agiliza diversos processos do dia a dia do advogado.

Com funcionalidades que visam tornar a gestão do seu escritório mais eficiente, os softwares jurídicos se mostram como elementos essenciais para o bom funcionamento da atividade advocatícia nos dias atuais. Todavia, apesar de todas as suas vantagens, a inovação do software jurídico não se enquadra no conceito de inteligência artificial porque não existe um raciocínio da máquina, apenas um processamento inteligente de processos e informações.

O software jurídico é programado para servir ao advogado e auxiliá-lo em suas atividades, resolvendo essas tarefas em menos tempo. O que o software especializado para o meio jurídico não faz é o trabalho do advogado, mas esse é o objetivo da inteligência artificial aplicada na advocacia. Nesse caso, a atuação humana acaba sendo dispensável por causa do processamento da inteligência artificial.

A aplicação da inteligência artificial na advocacia

A exemplo dos softwares especializados, o uso da inteligência artificial no meio jurídico também tem o propósito de ajudar na rotina dos advogados. No entanto, para um programa com inteligência artificial aplicada ser eficiente, ele precisa adquirir conhecimento – assim como uma criança precisa ser alfabetizada. Esse procedimento de “aprendizado” das máquinas se chama machine learning.

Nesse cenário, em que a inteligência artificial apresenta potencial de substituir parte do trabalho dos advogados, é normal que muitas pessoas temam esse processo. O medo de ser substituído por uma máquina é real entre muitos profissionais dessa área, que encaram com uma certa resistência essas novidades, mas vale lembrar que isso foi o mesmo que aconteceu quando os softwares jurídicos foram implantados nos escritórios.

Com o tempo e a utilização dos softwares jurídicos, os advogados perceberam que essa tecnologia não faria com que eles se tornassem menos competentes, sendo apenas uma ferramenta criada para ajudar a deixar a rotina do advogado mais prática e ágil. Com um software jurídico, o advogado perde menos tempo com atividades operacionais.

Relembrando como foi a adaptação do meio jurídico para os softwares especializados, o que nós queremos dizer é que mesmo as promessas da inteligência artificial não vão fazer com que a tecnologia tenha a mesma capacidade de pensar, interpretar e criar como um ser humano.

O potencial criativo e de análise dos advogados continuará sendo fundamental para o meio jurídico. Da mesma maneira que os softwares jurídicos, a inteligência artificial virá apenas para somar e servir como ferramenta de apoio para a sua rotina como advogado.

Assim como o software jurídico não tomou o lugar de um especialista em um escritório de advocacia, a inteligência artificial também não substituirá nenhum advogado. O mais recomendado para quem deseja tirar o melhor proveito das novas tecnologias conforme elas avançam é manter-se atualizado e adaptar-se às novas ferramentas, buscando automatizar o seu dia a dia no que for possível e ganhar em gestão de tempo e eficiência com isso.

Algumas experiências da inteligência artificial aplicada ao Direito

A IBM criou um sistema de computador chamado Watson, uma plataforma de serviços cognitivos que procura emular os processos que a mente humana utiliza para adquirir conhecimento a partir das informações recebidas.

Em um escritório de advocacia nos Estados Unidos está sendo utilizado um programa de computador similar, chamado ROSS, também da IBM. Esse sistema é capaz de processar, em apenas um segundo, 500 gigabytes – o equivalente a um milhão de livros.

Essa experiência, feita em um escritório de advocacia visando testar a potencialidade da inteligência artificial no meio jurídico, começou em 2017 e a empresa que serve como “laboratório” continua com seus advogados fazendo o que o sistema não faz.

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