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Os avanços tecnológicos têm transformado a rotina dos profissionais dos mais diversos segmentos. E, como se pode imaginar, no meio jurídico não é diferente. Atualmente, já existem soluções que permitem automatizar e executar tarefas, que antes levariam semanas, em poucas horas. É a chamada advocacia 3.0.

Todas essas tecnologias trouxeram não apenas resultados mais rápidos, como também uma redução nos custos operacionais e uma mudança completa no fluxo de trabalho. Mas como chegamos a tal evolução digital?

Pois bem, a advocacia é uma área bastante tradicional. Logo no seu início, a prática era bastante manual e, justamente por isso, demandava tempo e custava caro. Já imaginou controlar processos e redigir peças jurídicas de maneira completamente artesanal, sem ajuda de tecnologia alguma? Essa fase de centralização de demandas no advogado é conhecida como a advocacia 1.0.

Com o passar do tempo, foram introduzidas algumas facilidades no dia a dia dos advogados. Editores de textos, planilhas e modelos de peças foram algumas das ferramentas que permitiram uma maior produtividade e também deixaram a advocacia mais acessível à população. É o modelo de advocacia 2.0.

Por fim, a advocacia 3.0 propiciou a alta performance aos escritórios. Nela, há a fragmentação do trabalho jurídico e também a prospecção de clientes por meio do marketing jurídico, o qual utiliza estratégias de inbound marketing para atrair e aumentar a carteira de clientes. Foi aqui também que surgiram e popularizaram-se os softwares jurídicos, responsáveis por uma gestão mais eficiente.

Mas como atualizar processos internos e ter um escritório de advocacia 3.0? É exatamente isso que vamos ver agora. Confira!

Advocacia 3.0: como inserir seu escritório nessa realidade?

Modelo de gestão

Uma das mudanças mais impactantes na realidade dos escritórios de advocacia 3.0 é o modelo de gestão adotado. Antigamente, todas as atividades estavam sob responsabilidade do advogado. Agora não mais. As demandas são distribuídas entre a equipe e todos têm suas atribuições, de acordo com suas habilidades. Além disso, também há uma diluição da hierarquia e um aumento do colaborativismo.

Para ajudar nessa nova gestão, surgem os softwares jurídicos que auxiliam na integração desse modelo de gestão mais “descentralizado”. Com eles, algumas rotinas operacionais são automatizadas, permitindo que a equipe concentre esforços em atividades que tragam mais valor ao escritório.

Mais especialização e mais produtividade

Esse modelo de gestão reconhece talentos individuais e permite que os profissionais trabalhem nas atividades que melhor executam.

Ou seja, por mais que profissionais da mesma área possuam características em comum, nem todos realizam as mesmas demandas com a mesma qualidade. Enquanto alguns têm um perfil mais técnico e direto, outros preferem debater e criar teses. Há ainda aqueles ótimos no atendimento e que são capazes de encantar clientes e fechar qualquer negócio.

Percebeu como as habilidades podem variar? Pois na advocacia 3.0 não tem problema! Em um sistema de gestão descentralizado, cada colaborador pode atuar dentro da especialidade dele. É a ideia de que todos têm diferentes demandas em busca de um objetivo comum: o sucesso do escritório de advocacia.

Prospecção de clientes por meio do Marketing Jurídico

Outra estratégia que vai colocar de vez o seu escritório na advocacia 3.0 é o Marketing Jurídico. Por meio dele, você pode criar conteúdos relevantes, tornar-se autoridade na sua área de atuação e ainda prospectar clientes.

Muitos escritórios já estão utilizando o Marketing Jurídico para se estabelecer no mercado e destacar-se da concorrência. E adivinha? Eles estão obtendo ótimos resultados!

Agora você já sabe! Para acompanhar as principais tendências e ficar por dentro da advocacia 3.0, você precisa buscar sempre atualizar processos e também o modelo de gestão no seu escritório. Aquela administração centralizada e hierárquica está com os dias contados. E você não vai querer ficar para trás, vai?

 

De acordo com o Conselho Federal da OAB, atualmente há mais de 1 milhão de advogados cadastrados – além de outros 40 mil estagiários que logo se juntarão ao time. Diante de toda a concorrência, é preciso encontrar meios de destacar-se. E, para isso, nada melhor que investir no Marketing Jurídico. Fazer um bom trabalho, hoje em dia, não é mais suficiente. Você precisa promovê-lo e permitir que seus possíveis futuros clientes conheçam a sua competência. Ou seja, o mercado deve reconhecer você. Mas como fazer isso? A resposta é simples: fazendo-se presente.

Estar nas redes sociais, em blogs, criar estratégias de Marketing Jurídico e firmar-se como autoridade nos assuntos relacionados aos serviços que você oferece é o primeiro passo para isso. Mas os advogados ainda têm um desafio pela frente: como promover o escritório de advocacia sem ferir o Código de Ética e Disciplina da OAB? Pois bem, é exatamente sobre isso que falaremos neste artigo. Confira!

Marketing Jurídico: até onde eu posso ir?

O que é aceito ou reprovado em termos de publicidade profissional no meio jurídico? Quais ações estão de acordo com as disposições do Código de Ética e Disciplina da OAB? Quais são as tendências de Marketing Jurídico mais aceitas e mais praticadas no mercado?

Essas são apenas algumas das dúvidas mais comuns e vamos explicá-las mostrando as opções de ações permitidas e não permitidas.

1. Cartões de visita e materiais institucionais

– Deve constar:
Nome do advogado ou da sociedade de advogados e número de inscrição na OAB.

– Não deve constar:
Fotografias pessoais ou de terceiros, menção a empregos, cargos e funções (excetuando-se o caso de professores universitários).

2. Artigos e newsletters

São permitidas legalmente as divulgações de textos em meios de comunicação, publicações de caráter científico e cultural, desde que não implique:

  • Indução de litígios por parte do leitor;
  • Forma de captação de clientela.

É mencionada ainda como meio de publicidade admitida a divulgação de boletins, por meio físico ou eletrônico, sendo a circulação restrita a clientes e interessados do meio jurídico.

3. Entrevistas e manifestações públicas

Participações em programas de televisão e rádio ou manifestação em quaisquer outros meios de comunicação são permitidas desde que tenham objetivo ilustrativo, educacional e instrutivo.

O profissional deve abster-se de comportamentos que caracterizem promoção pessoal, debates de caráter sensacionalista ou manifestações sobre causas sob responsabilidade de outro advogado.

E o Marketing Digital?

Até então, preocupamo-nos com as instruções mais gerais de publicidade. Agora, vamos adentrar nas tendências e práticas de mercado, explicando o que é permitido pelo Código de Ética em relação às estratégias de Marketing Digital. Confira!

– Inbound Marketing

Pode-se dizer que Inbound Marketing é uma estratégia que consiste em produzir e compartilhar conteúdos e materiais sobre um tema de interesse comum entre determinado público. Então, se você pode produzir textos, enviar mensagens e veicular boletins eletrônicos, isso significa que é possível adotar uma estratégia de marketing de conteúdo que se adeque às regras estabelecidas pelo Código de Ética.

A premissa do Inbound Marketing é comunicar-se apenas com pessoas interessadas no seu conteúdo. Dessa forma, o interesse deve ser manifestado em algum momento por meio da disponibilização de dados de contato ao realizar-se a inscrição em um blog ou fazer-se o download de um material, autorizando o envio de e-mails, conteúdos e newsletters.

Perceba que, dessa forma, você atende a outra exigência da OAB, quanto à restrição de produção, veiculação de textos e artigos a clientes ou interessados do meio jurídico.

Ressaltamos ainda que, para o sucesso de uma estratégia de Inbound Marketing, é fundamental conhecer e segmentar o público-alvo das suas ações. No caso da advocacia, você pode, por exemplo, separar os públicos de acordo com a matéria do Direito de interesse de cada grupo. As informações de segmentação da base já podem ser alinhadas dentro da estratégia de gestão do escritório de advocacia e definidas nos fluxos de trabalho.

– SEO – Search Engine Optimization

Consiste em uma estratégia de otimização de site, conteúdos e blog para facilitar o reconhecimento das suas páginas pelos mecanismos de pesquisa do Google, melhorando o posicionamento nos resultados das buscas efetuadas por usuários.

Não há nenhuma disposição no Código de Ética que se oponha a essa prática, uma vez que ela não se refere à abordagem direta às pessoas, mas a configurações e boas práticas a serem adotadas internamente.

– Redes sociais

Na mesma linha do que se refere a e-mails e newsletters, não há nada impedindo a publicidade profissional em Redes Sociais. É claro que não há um artigo específico sobre as redes sociais, mas se entende que devem ser obedecidas as restrições aplicadas à manifestação pública em meios de comunicação.

As redes sociais são um bom ambiente para fortalecimento da presença digital e um importante canal de divulgação dos componentes inseridos na estratégia de Inbound Marketing.

Imagine que você ou um grupo de advogados de seu escritório sejam auxiliados por uma equipe de redatores ou profissionais de marketing e comecem a produzir textos para serem postados em um blog. Esses conteúdos estarão na sua página, mas se você não os promover de alguma forma, provavelmente não atingirão um grande número de pessoas.

No entanto, se você compartilhar esses conteúdos em suas páginas em redes como LinkedIn e Facebook, o alcance deles deverá aumentar consideravelmente.

Resumo de boas práticas no Marketing Jurídico

É importante também levar em consideração que as regras estabelecidas pelo Código de Ética e Disciplina visam a impedir comunicações e ações de caráter intrusivo que possam comprometer a sobriedade, a nobreza e a dignidade da profissão, bem como a inibir procedimentos que caracterizem mercantilização da advocacia.

No entanto, existem opções eticamente adequadas de publicidade para advogados ou sociedades de advocacia, as quais geram resultado efetivo se bem utilizadas.

Portanto, lembre-se do que não é permitido:

  • Induzir os leitores a litigar;
  • Ações especificamente com o objetivo de captar clientes;
  • Promoção pessoal;
  • Discussões de caráter sensacionalista;
  • Manifestações sobre causas sob responsabilidade de outro advogado;
  • Mercantilização da profissão.

Deu para perceber que, se respeitadas as devidas restrições, você pode criar excelentes estratégias de Marketing Jurídico que vão promover o seu trabalho e diferenciar o seu escritório de advocacia dos demais, não é?

Use seu conhecimento, seu bom senso e sua ética profissional e torne-se referência na sua área de atuação!