A audiência online é uma prática aprovada desde 2010 pelo Conselho Nacional de Justiça, que regulamentou essa modalidade na Justiça Federal. O CPC (art. 334, §7º) e o CPP (art. 185) também admitem a realização de audiência por videoconferência quando houver justificativa plausível.

Com a pausa nas atividades durante a pandemia, o número de audiências virtuais cresceu consideravelmente. Diante dessa maior relevância, é importante se atentar a alguns pontos, que falaremos a seguir.

Como funciona a audiência online 

A audiência online é um ambiente virtual em que ocorre o encontro das partes e seus advogados, das testemunhas, dos servidores da Justiça e dos ouvintes para a realização de uma audiência. Cada um pode estar no local que desejar, bastando apenas a conexão com a internet.

Inicialmente, a audiência online só poderia ser realizada se houvesse expressa concordância das partes. Não era necessário justificar a não concordância com audiência virtual. 

Antes da pandemia, a audiência online só podia ser utilizada para auxiliar a viabilização da audiência ou como alternativa para garantir a segurança pública. Ela também era indicada para apresentar em juízo o réu ou uma testemunha com problemas de saúde ou com qualquer impedimento para comparecer, ou ainda em caso de réus que respondem por graves questões de ordem pública.

Com o avanço de sua implementação no país, os tribunais a tornaram parte da rotina. Ou seja, se uma parte manifestar sua não concordância com audiência virtual, deve apresentar um motivo relevante para sua recusa. Ela passará pelo crivo do magistrado, que pode descartar a justificativa.

Além disso, é importante destacar que todos os servidores da Justiça devem ser devidamente treinados. A videoconferência também não pode ferir o direito à defesa ou ao devido processo legal. 

Plataformas virtuais para audiência

A audiência por videoconferência pode ser realizada em plataforma específica que o CNJ disponibilizou para essa prática. Para facilitar o trabalho dos tribunais, porém, o órgão permitiu o uso de qualquer aplicativo que tenha acesso público e gratuito.

Boa parte dos órgãos do Judiciário utilizam o Google Meet, pois é didático, de fácil acesso e com link previamente designado. Para ingressar à sala de audiência, basta um dispositivo com acesso à internet e um e-mail para identificação. O Google Meet pode ser acessado pelo navegador ou por aplicativo.

Atenção ao calendário de audiências 

Um ponto que merece destaque sobre a audiência online é o calendário do advogado. É mais fácil se perder em meio às videoconferências, tornando a rotina ainda mais atribulada. De toda forma, ele deve estar com a agenda bem certa para se preparar e orientar o cliente.

Por isso, a organização e a gestão de tempo com essas audiências deve ser precisa. O profissional pode adotar um software jurídico, como o Lawyer Eleven, para auxiliar no controle de prazos.

4 boas práticas para audiência online

Um advogado que preza pelo trabalho de excelência, pela ética e pela imagem deve adotar certas condutas em uma audiência online. Estar bem preparado é importante para uma atuação estratégica e favorável para o cliente. Por isso, existem boas práticas que ajudam a reduzir a tensão e a evitar surpresas desagradáveis durante o percurso.

Em primeiro lugar, atente-se ao ambiente, especialmente no home office. Silêncio, boa iluminação e sobriedade são fundamentais em uma audiência virtual. Além disso, dê atenção às seguintes práticas:

  • Treine sua forma de expressão: o estudo é o primeiro passo para uma boa audiência, mas é preciso treinar a forma de se expressar nela. O advogado deve transmitir uma imagem segura, firme e confiante, que não se confunde com arrogância. Seja sempre cordial e respeitoso.
  • Estude bem seu caso: o estudo é o que sustenta a narrativa. Ao estudar, o advogado se prepara para relatar bem os fatos conforme suas hipóteses de atuação na audiência. Crie um roteiro para facilitar sua fala e, ao falar, aponte os tópicos mais relevantes.
  • Trabalhe sua linguagem corporal: a linguagem corporal é importante para manter uma argumentação persuasiva. Por isso, aja de modo natural, mantenha os olhos fixos na câmera, evite falas forçadas e tarefas paralelas.
  • Tenha controle emocional: para lidar com as partes e com o magistrado na audiência online, é preciso ter controle emocional. Ele é fundamental para manter a educação e o respeito.

A audiência online é uma modalidade que ganhou terreno nos últimos meses. Ela apresenta muitos benefícios, como a mobilidade, a celeridade e a segurança dos dados. É também visível a diminuição de custos para todas as partes, inclusive para o Poder Judiciário. 

No entanto, é preciso alguns cuidados com sua implementação para que todos os direitos das partes sejam resguardados. Em outras palavras, a ferramenta deve se pautar na legalidade e nos demais princípios jurídicos.

Passamos pela implementação da videoconferência na Justiça. O que será que vem por aí? Conheça outras tendências jurídicas!

Já pensou em ter mais organização, análise e facilidade na resolução de problemas a partir da análise de dados? Essa é a proposta do Legal Analytics. Você precisará de um especialista de dados jurídicos (BI) para ter mais sucesso, mas antes deve entender sobre essa tecnologia!

Conheça mais sobre Legal Analytics e veja como ela se relaciona com Business Intelligence advocacia, data driven e jurimetria!

O que é Legal Analytics?

Legal Analytics é aplicar Business Intelligence (BI) na advocacia, ou seja, é uma tecnologia de análise jurídica baseada em inteligência artificial. Analytics é um modelo movido à análises.

A função do Legal Analytics é fazer a classificação e a análise de grandes quantidades de dados. Leis, documentos, decisões judiciais, informações de gestão de internet, tudo isso são dados. Ao utilizar essa tecnologia, o usuário consegue ver padrões significativos e tendências. 

Assim, municia gestores e profissionais com insights para tomada de decisões mais assertivas.

Em outras palavras, com a análise jurídica, é possível desenvolver estratégias bem fundamentadas, o que se traduz em vantagem competitiva.

Estratégia data driven

Você já ouviu falar em estratégia data driven ou movida a dados? Qualquer negócio que realiza a extração de dados pode aplicá-la. Estratégia data driven é a gestão quantitativa dos dados. Esse tipo de estratégia está diretamente ligado à Legal Analytics, que é a abordagem qualitativa.

Imagine que uma equipe consegue reunir dados (informações reais e concretas) sobre a produtividade dos advogados do escritório de advocacia. Em uma gestão orientada a dados, é possível aplicar o Legal Analytics para converter essa análise em ações relevantes como as soluções que otimizam a performance dos profissionais.

Em suma, aplicar Legal Analytics em data driven é otimizar a gestão de dados no escritório de advocacia ou departamento jurídico. Os advogados podem ser verdadeiros parceiros de negócio. Para tanto, usam análise preditiva, jurimetria e inteligência artificial.

Business Intelligence na advocacia e Legal Analytics

Existe relação entre Business Intelligence na advocacia (B.I.) e Legal Analytics? Sim, são faces de uma mesma moeda.

Business Intelligence é uma ferramenta de alto valor estratégico, pois coleta, organiza e analisa os dados. Esses dados podem ser cruzados para que os gestores tenham uma visão completa e personalizada do negócio. Aplicar B.I. no mundo jurídico é o Legal Analytics, uma forma de basear a gestão na consistência dos dados.

Alguns softwares jurídicos já trazem funcionalidades de análise inteligente de dados. Elas geram informações automaticamente, realizam o acompanhamento das demandas consultivas e contenciosas, permitem a visualização da produtividade do time, dentre outras tarefas.

A jurimetria é uma ferramenta de Legal Analytics?

Sim. Em um conceito genérico, jurimetria é a aplicação da estatística ao Direito para identificar padrões e tendências e prever comportamentos.

A Associação Brasileira de Jurimetria diz que realizar jurimetria é buscar “dar concretude às normas e instituições, situando no tempo e no espaço os processos, os juízes, as decisões, as sentenças, os tribunais, as partes etc”. É, portanto, considerar o Poder Judiciário uma fonte de dados que o descreve enquanto sistema.

A jurimetria pode ser utilizada, a partir do cruzamento de dados, para análise descritiva e profunda do Direito. Imagine que o magistrado Xis, em um cálculo de horas extras, sempre sentencia de determinada maneira. Ao utilizar a jurimetria, o usuário consegue presumir os possíveis resultados de um processo semelhante, o valor médio a se ganhar ou pagar e as abordagens mais aceitas por Xis.

Precisa analisar os dados públicos? A jurimetria também pode fazer isso. Precisa analisar detalhadamente seus próprios dados jurídicos? Ela também permite traçar um cenário comparativo do seu escritório com concorrentes.

Em suma, utilizar a jurimetria, essa ferramenta de Legal Analytics, é conseguir subsídios valiosos para a atuação de gestores e advogados.

Quais outras ferramentas de Legal Analytics

A aplicação de Legal Analytics não se limita à jurimetria e análise preditiva. Você pode utilizá-la para:

  • Pesquisa jurídica: quando é fundamental identificar precedentes ou normas que dão vantagem aos advogados do escritório ou departamento jurídico no tribunal.
  • Marketing: quando você precisa entender seu cliente ideal, fazer benchmarking (comparação com concorrentes), e outros pontos.
  • Insights de negócios: quando você precisa fazer o monitoramento de KPIs e outras métricas para o crescimento do negócio jurídico.
  • Informações eletrônicas: quando você precisa vasculhar documentos de forma automatizada.

Para escolher as ferramentas corretas para essa análise de dados, pense no objetivo. Quais os insights relevantes para determinada ação judicial ou para o escritório? O que você pretende ao utilizar a pesquisa jurídica?

Após definir um objetivo, identifique os dados para monitoramento e escolha um parceiro para oferecer a tecnologia, como um software jurídico. Faça testes com a ferramenta e separe as práticas de maior desempenho. Pronto.

Quais os benefícios de utilizar Legal Analytics?

A principal função do uso de Legal Analytics é viabilizar insights para tomada de decisões. Com a análise qualitativa de dados, é possível:

  • Atuar de maneira mais segura em processos judiciais;
  • Aprimorar a estratégia jurídica durante os casos;
  • Reduzir a margem de erro dos investimentos;
  • Dar mais produtividade aos profissionais;
  • Conquistar e fidelizar mais clientes.

Em termos de advocacia, o benefício que mais se destaca é otimizar resultados em ações judiciais. A partir de documentos judiciais e registros de tribunais, o advogado consegue obter dados úteis sobre litigantes, juízes, advogados da parte contrária, objeto da causa e tribunais.

Ao analisar essas informações, pode-se concluir se o caso é vantajoso do ponto de vista financeiro ou se há grande risco de perda. É melhor fazer um acordo ou prosseguir pela via judicial? O Legal Analytics traz as respostas a essas perguntas por meio da análise preditiva e da jurimetria. Não à toa, é uma das tendências jurídicas que vêm se consolidando nos últimos anos.

O Legal Analytics proporciona ao gestor ter uma estratégia orientada a dados. A análise qualitativa traz insights poderosos para a gestão e também para a atuação dos advogados. Ela pode ser ainda mais precisa quando se tem um sistema jurídico em nuvem que armazena e centraliza todas as informações.

Veja por que esse sistema jurídico em nuvem é essencial para um escritório digital!

O CPC ou Código de Processo Civil é uma das leis mais importantes do mundo jurídico. Ele aborda todos os trâmites de um processo judicial na esfera cível e estabelece medidas processuais necessárias para verificar o direito civil.

Sua primeira edição, de 1973, já estava ultrapassada em relação às mudanças da sociedade. Por isso, em 2015, veio um novo CPC para adequar o Direito processual às necessidades atuais.

Tivemos mudanças quanto à contagem dos prazos processuais e quanto aos honorários advocatícios, por exemplo. Mas elas não foram as únicas alterações e novidades. Conheça 9 mudanças importantes que vieram com o CPC 2015!

Incentivo à conciliação no novo Código de Processo Civil

Uma das grandes preocupações do novo Código de Processo Civil é trazer mais celeridade e eficiência à Justiça. O incentivo à conciliação e aos acordos vem para atender a esta finalidade.

No artigo 3º, §3º do CPC, temos esse novo princípio:

§ 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial.

Ao implementar uma audiência de conciliação antes da defesa do réu, as lides podem ser resolvidas mais rapidamente. Além disso, as soluções extrajudiciais de conflito tendem a ter um resultado mais satisfatório para as partes.

Ênfase na jurisprudência

A jurisprudência formada pelos tribunais superiores do país sempre foram importantes guias para as decisões dos graus inferiores. No entanto, isso não era explícito até a chegada do novo CPC.

No artigo 489, §1º, inciso VI, a jurisprudência se tornou elemento essencial da sentença. De acordo com o dispositivo, não será considerada fundamentada a decisão judicial que deixe de “seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento”.

Além disso, o CPC 2015 traz, nos artigos 926 e 927, a necessidade de se manter a jurisprudência íntegra e coerente, além de impor sua observância por juízes e tribunais em suas decisões.

Desconsideração da Personalidade Jurídica

Um tema controverso que foi finalmente codificado é a desconsideração da personalidade jurídica das sociedades. Desde 2016, ela se tornou um incidente processual admissível em todas as fases do processo.

O CPC 2015 traz requisitos e regras procedimentais para que a desconsideração aconteça e que haja a responsabilização direta dos sócios por dívidas em caso de fraudes ou desrespeito à lei.

Contagem e uniformização dos prazos processuais

A mudança mais notável do novo CPC se deu em relação à contagem dos prazos processuais. Além de impactar no decorrer do processo como um todo, é um impacto direto ao trabalho dos advogados. Os gestores de escritórios de advocacia e departamento jurídico precisam se manter atentos a esse novo modo de contagem.

Você se lembra de que a contagem de prazos era feita de forma corrida no CPC de 1973? O CPC de 2015 mudou para a contagem somente nos dias úteis (art. 219 do novo CPC). Na prática, a mudança acaba com a confusão a respeito de feriados e recessos.

Outra novidade do Código de Processo Civil foi a uniformização dos prazos recursais e do início da sua contagem. Isso traz mais segurança jurídica à advocacia. Veja o que dispõe o artigo 1.003, §5º:

Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão.

§ 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias”.

A única exceção à regra são os embargos de declaração, que têm prazo de cinco dias.

Diminuição na quantidade de recursos no CPC 2015

O novo Código de Processo Civil diminuiu a quantidade de recursos disponíveis às partes. Os embargos infringentes e o agravo retido foram extintos, e suas aplicações foram centralizadas no agravo de instrumento.

Isso torna o andamento processual mais rápido e também traz mais segurança jurídica aos advogados.

Honorários advocatícios no CPC 2015

Os honorários de sucumbência, pagos ao advogado da parte vencedora, também sofreram mudanças no CPC 2015. No antigo CPC, não ficava evidente que o pagamento dos honorários sucumbenciais se destinava à parte vencedora.

Conforme preconiza o artigo 85, §2º, o juiz deve fixá-los entre 10% e 20% sobre o valor da condenação, do valor atualizado da causa ou do proveito econômico obtido. Para chegar ao valor final, deve-se considerar os critérios previstos no artigo.

E no caso dos honorários recursais? O CPC 2015 também trouxe mudanças para desestimular as “aventuras jurídicas”. Conheça:

Art. 85, §1º: “são devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, cumulativamente”.

Por fim, a sucumbência recíproca, existente no velho CPC, é tratada de outra maneira. Antes, uma parte não deveria à outra se ambas ganhassem e perdessem. Agora, o próprio magistrado pode quantificar a sucumbência entre as partes litigantes em frações diferentes.

Simplificação para a defesa

No Código de 1973, a defesa deveria alegar incompetência, suspeição ou impedimento do juízo à parte da contestação (em petição própria). Com o CPC 2015, a defesa pode fazer essas alegações junto à contestação, sem a necessidade de abertura de pedido próprio.

Mais uma vez, a ideia é tornar o processo mais dinâmico e menos burocrático, simplificando a defesa do réu.

Criação de uma ordem de julgamento de processos

Até 2015, não existia uma ordem de julgamento de processos. O juiz poderia definir um cronograma conforme sua conveniência. Com o novo CPC, estabeleceu-se a regra de que os processos devem ser julgados conforme a ordem de antiguidade.

Férias para profissionais da advocacia

Por fim, a última mudança que destacamos no CPC 2015 são as férias para profissionais da advocacia. O recesso forense ficou estabelecido entre 20/12 e 20/01, período em que ficam suspensos os prazos processuais.

Com a suspensão, os profissionais já podem programar as suas férias.

O novo Código de Processo Civil trouxe muitas mudanças no cotidiano do advogado, mesmo em trabalho remoto. Os gestores tiveram que adequar certos fluxos de trabalho para atender às novas demandas. Conciliação, contagem de prazos, honorários, tudo isso interfere no dia a dia.

Para organizar melhor a atividade, é importante contar com o auxílio da tecnologia. Veja, por exemplo, como fazer o acompanhamento processual de forma mais ágil!

A leitura é uma prática que traz diversos benefícios para todas as idades. Desenvolvimento cognitivo e estímulo à criatividade são alguns deles. Não à toa, ler é um hobby para muitas pessoas. No quesito profissional – e especialmente na área do Direito -, ela vai além. Os livros para advogado contribuem para seu crescimento pessoal e profissional.

Para instaurar esse hábito, basta separar um tempo em casa para ler algumas páginas. Comece dedicando pouco tempo até se acostumar. Todo hábito é formado pela frequência, então garanta que seja uma atividade diária. Outra prática que ajuda a criar o hábito de ler é escolher livros para advogado segundo advogados.

Veja 10 livros para advogado que você deve ler em 2022!

10 livros para advogado que você precisa ler

Quando você estava na faculdade, certamente já viu livros que todo estudante de Direito deve ler. Muito além dos livros técnicos, essas obras trazem provocações para pensarmos o contexto social.

O estímulo ao pensamento crítico e o desenvolvimento cognitivo, além da criatividade, também são consequências da leitura. São, ainda, habilidades desejáveis no advogado do futuro. Já pensou nos benefícios dos livros para o advogado?

Separamos 10 livros para o advogado de sucesso, confira abaixo:

De bom a excelente – Jim Collins

A Harvard Business Review considerou esta obra de Jim Collins “um dos 10 melhores livros de gestão de sempre”. Por que algumas empresas têm sucesso, e outras decretam falência nos primeiros anos? Como ter sustentabilidade no negócio?

Essas são perguntas respondidas pelo livro, que foi baseado em pesquisas realizadas junto a diversas empresas. O autor e sua equipe conseguiram encontrar traços comuns naquelas que se sobressaíram perante a concorrência.

Por isso, é um dos bons livros para advogados de sucesso que fazem a gestão do negócio.

O dilema da inovação – Clayton M. Christensen

Seguindo na ideia de livros para advogado gestor, o professor da escola de negócios de Harvard traz insights essenciais para a gestão de empresas e para o pensamento inovador.

A obra de Christensen parte da premissa que fazer tudo certo é insuficiente para a competitividade de uma empresa devido às mudanças disruptivas do mercado.

Partindo disso, dá dicas sobre como se virar neste contexto instável da tecnologia.

Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie

Fechando o trio de livros para advogado que se interessam pela gestão, a obra de Dale Carnegie atravessa as décadas. Lançado nos anos 70, continua sendo um guia sobre networking, relações humanas e liderança.

Dale aborda técnicas sobre como lidar com pessoas, influenciá-las e mudá-las sem ofensa ou ressentimento. Neste contexto atual de tecnologia, é muito interessante, porque a essência das relações humanas não mudou. É, sem dúvidas, um dos ótimos livros, advogado.

O Sol é para todos – Harper Lee

Entrando no universo do romance, “O Sol é para todos” é um clássico sobre racismo e injustiça. Por isso, é muito indicado dentre os livros que todo estudante de Direito deve ler. No entanto, atravessa gerações e é sempre uma oportunidade para advogados revisitarem o comportamento social perante injustiças.

A história se passa nos anos 30 e narra um advogado que defende um homem negro acusado de estupro de uma mulher branca.

Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski

“Crime e Castigo” é outro clássico da literatura mundial e foi publicado em 1886. E por que é um dos livros para advogado, segundo advogados? Porque trata da culpa de um jovem estudante que comete um assassinato e do medo da punição, caso seja descoberto.

É uma obra, portanto, que trata do caráter humano e dos limites entre certo e errado, algo sempre presente no dia a dia do advogado.

A Firma – John Grisham

Mitch McDeere é um jovem advogado que acabou de sair de Harvard e ingressou em um escritório de advocacia de prestígio. Pouco tempo depois, dois sócios da firma morrem, e o FBI procura o protagonista. O suspense está armado.

Essa obra de John Grisham é mais um dos livros que todo estudante de Direito deve ler. Mas é tão envolvente que vale a pedida para tomar gosto pela leitura. Inclusive, se tornou um filme estrelado por Tom Cruise.

Memórias do Cárcere

“Memórias do Cárcere” é um livro de memórias de Graciliano Ramos, um dos mais importantes escritores brasileiros. O livro foi publicado postumamente, em setembro de 1953, poucos meses após sua morte.

O escritor foi preso em 1936 por conta de seu envolvimento político com a chamada Intentona Comunista, de 1935.

Nunca houve uma acusação formal, e Graciliano foi preso sem provas, sem processo e sem sentença, passando em seguida por presídios em Maceió, no Recife e no Rio de Janeiro, até ser solto em janeiro de 1937 devido à pressão da elite literária brasileira.

Esse livro é um belo relato desse período e constitui um testemunho fundamental da arbitrariedade, da violência e do atraso político incorporado à cultura e história brasileira, tornando-o um dos livros de leitura praticamente “obrigatória” para todo advogado que atua no Brasil.

Em “Memórias do Cárcere”, Graciliano Ramos relata o que passou ao ser enviado para a prisão de maneira arbitrária, em 1935, durante o Estado Novo.

Este livro vai se mostrar um ótimo exercício para você se questionar como alguém sem uma sentença definida ou acusação formal, pode passar por três presídios (Rio de Janeiro, Maceió e Recife) durante dois anos.

Entre as curiosidades sobre a obra, ela foi escrita dez anos após o ocorrido, foi lançada postumamente e não tem o capítulo final.

1984 – George Orwell

Conhecido por suas provocações sociais ácidas, o escritor britânico George Orwell possui ótimos livros para o advogado de sucesso.

Um deles é “1984” cujo protagonista (Winston) vive aprisionado em uma sociedade dominada pelo Estado. Por não aceitar essa democracia disfarçada, vive questionando a opressão do Partido e do Grande Irmão (Big Brother) sobre a sociedade.

O livro inspirou o nome do reality show Big Brother devido à vigília constante dentro das próprias casas. É, sem dúvidas, um dos livros para advogado que traz os excessos delirantes do poder. Parece uma distopia inspirada nos regimes totalitários.

Caso goste do livro, leia também a “Revolução dos bichos”, do mesmo autor e com o mesmo tema: crítica aos regimes políticos totalitários.

A Casa Soturna – Charles Dickens

Charles Dickens, famoso romancista, traz uma sátira contra o sistema judiciário e penal inglês em seu livro “A Casa Soturna”.

Ele mostra as imperfeições das leis, critica as instituições inglesas do século passado, mas traz uma grande compreensão dos problemas sociais daquele país. Para tanto, a narrativa gira em torno de um processo judicial que dura décadas.

Na Colônia Penal – Franz Kafka

Fechando nossas dicas de livros para advogado, Franz Kafka traz um problemático conto publicado em 1919. A história conta um explorador que descobre a existência de um sistema judiciário bárbaro e arbitrário em uma colônia francesa. O acusado sequer tem direito à defesa, por exemplo.

É mais um dos livros para advogado que critica o instituto da pena com clareza.

Gostou das nossas dicas de livros, advogado? Todas as obras contribuem para seu desenvolvimento pessoal e profissional de alguma maneira.

Continue acompanhando os conteúdos da Alkasoft para ampliar seus horizontes na advocacia!

Você já parou para pensar em como criar presença digital para se destacar da enorme concorrência na advocacia? Por mais que o Direito seja um ramo conservador, nenhum advogado da atualidade pode deixar o mundo virtual de lado. Afinal, todas as pessoas estão nele, interagindo, comprando e se relacionando.

A presença digital é, assim, fundamental para a prospecção de clientes, pois permite que o profissional seja visto em meio a milhares. Com um bom marketing jurídico, isso é possível, acredite.

Quer saber como criar presença digital? Acompanhe!

O que é a presença digital e qual é a sua importância para advogados?

Presença digital é a forma como o profissional ou a empresa se posiciona no ambiente digital. Isso envolve a interação e a comunicação com outras pessoas, bem como a oferta ou a solicitação de serviços.

Vamos pensar em um exemplo simples de presença digital e decisão de compra. Você é gestor de um escritório de advocacia de Direito da Família. Na mesma região, existem outros 5 escritórios focados no mesmo ramo.

Quando uma pessoa precisa exatamente do serviço que você presta, o primeiro impulso é pedir indicações para conhecidos. Porém, antes de entrar em contato, esse potencial cliente vai à internet procurar alguma informação sobre a indicação.

E se ela não tiver indicação, a busca por profissionais na internet é a primeira ação. Caso você não tenha presença digital, está descartado.

Imaginando um cenário em que todos os 5 escritórios possuem alguma presença digital, como fica a decisão de compra? O potencial cliente buscará pelo profissional que transmite maior autoridade, o que é alcançado com a presença digital.

Por isso, saber como criar presença digital é fundamental para prospectar clientes e criar autoridade no mercado. No entanto, antes de ter uma presença digital própria, você deve saber as limitações do marketing digital para advogados.

Existem limitações legais para o marketing jurídico?

Sim. O advogado deve respeitar algumas limitações para realizar seu marketing jurídico. Elas estão dispostas no Código de Ética e Disciplina da OAB e no Provimento 205/21 do órgão. Juntas, as normas trazem diretrizes e proibições aos advogados na hora de aprender como criar presença digital.

Mas já destacamos que há autorização expressa para o uso das redes sociais como veículo de publicidade. Conheça a seguir algumas limitações na hora de usar as redes sociais:

  • Não usar interações nas redes como consultas: a advocacia é um serviço personalizado e prestado de forma individual que deve ser remunerado preferencialmente (art. 33, I, do Código de Ética e Disciplina da OAB);
  • Tenha cuidado com a divulgação das credenciais: mesmo que você seja especialista em contabilidade ou consultoria financeira, não é possível divulgar a advocacia em conjunto com outra atividade;
  • Não falar em preços ao fazer marketing jurídico: a precificação pública pode causar problemas e passa uma impressão de amadorismo;
  • Não prometer resultados: a advocacia é uma atividade de meio, e não de fim, não sendo possível garantir ganho de causas;
  • Faça publicidade discreta, moderada e sempre informativa: os posts não podem ter teor comercial.

Sabendo das limitações do marketing digital para advogados, é hora de aprender como criar presença digital na advocacia.

Como criar presença digital na advocacia?

Antes de pensar em como criar presença digital na advocacia, o profissional precisa entender alguns pontos básicos do marketing digital.

Em primeiro lugar, é preciso determinar para quem você fala. Quem é sua persona, um perfil de cliente ideal? Dentro do seu público-alvo, existem pessoas mais suscetíveis a contratar seus serviços. Você deve conhecer, principalmente, quais as dores e os interesses dela.

Soma-se a isso a ideia de sempre fazer conteúdo relevante. Mais do que uma presença digital em todos os canais, você precisa de qualidade. Tudo que você fala ou compartilha deve ser relevante para sua persona.

Além disso, você deve buscar conhecimento a todo o instante sobre o marketing jurídico para atuar dentro das regras. Dessa maneira, seu trabalho não será interrompido por alguma ação antiética ou ilegal.

A partir desses conceitos, e obedecendo às limitações, é possível traçar boas estratégias de marketing jurídico para se destacar perante a concorrência.

Veja 4 recursos para aprender como criar presença digital na advocacia.

Tenha um website com blog

Um website é seu cartão de visitas no ambiente digital. Quando alguém procura por um serviço advocatício nas páginas de busca, o escritório poderá ser encontrado com facilidade. O site também traz a estrutura do escritório, o currículo dos sócios e demais profissionais, bem como outras informações relevantes.

O blog cumpre o papel educativo, no aspecto do público, mas é um dos responsáveis por converter visitantes em clientes. Se você mantém um blog com postagens frequentes sobre assuntos de Direito, o potencial cliente poderá se informar por lá.

De maneira bem simplificada, podemos dizer que, aos poucos, esse conteúdo, além de ajudar na construção da autoridade, auxilia no fortalecimento da sua marca. Por fim, o cliente terá segurança em contratar seus serviços, pois você demonstra conhecimento acessível por meio do blog.

Para que esse conteúdo atinja o máximo de pessoas, é interessante compartilhá-lo nas redes sociais.

Marque presença de qualidade nas redes sociais

Além de atrair tráfego para o website, por meio do compartilhamento de conteúdo, as redes sociais são essenciais para uma presença digital própria. Facebook, Instagram e LinkedIn são as redes mais comuns, mas nada impede que você tenha um bom canal no YouTube também.

O foco aqui deve ser a qualidade, e não a quantidade. É melhor você ter uma boa presença apenas no Instagram, por exemplo, e postar conteúdos relevantes e com boa frequência, ao invés de ter várias redes mal alimentadas.

Com constância e conteúdo de qualidade, você pode aumentar a consciência de marca e ter mais visitantes no site.

Envie uma newsletter a seus clientes periodicamente

No seu blog, a equipe de marketing digital se utiliza das landing pages para coletar dados relevantes dos visitantes. Seguindo a LGPD, claro! Esses visitantes, normalmente, trocam seus dados por um material rico, como e-book sobre um tema de seu interesse.

E o que fazer com esses dados? Enviar uma newsletter aos usuários que se inscreverem. Esse compilado pode trazer um resumo das principais publicações do blog ou conteúdos exclusivos. Em geral, a newsletter segue uma determinada frequência (semanal, mensal etc.) e é enviada por e-mail.

Grave podcasts

Por fim, o último recurso relevante para criar presença digital são os podcasts. Os conteúdos de áudio cresceram muito nos últimos anos e fazem sucesso nas plataformas de streaming.

Se você possui desenvoltura para ter um programa do gênero, vale o investimento.

Construir presença digital é fortalecer sua marca, dar visibilidade ao seu serviço advocatício e se tornar referência. Por isso, adote os recursos que a internet disponibiliza para fazer um bom marketing jurídico.

A propósito, a internet também tornou possível o advento dos escritórios digitais. Veja como ser um escritório de advocacia digital!

marketing-juridico

Você busca maneiras de mensurar e aumentar a produtividade no escritório de advocacia? Então precisa entender os KPIs e os indicadores que podem atuar neste aspecto da gestão jurídica.

KPIs (Key Performance Indicators) são indicadores-chave de performance que medem e avaliam processos essenciais de uma empresa. Por meio deles, o gestor jurídico aufere a execução dos processos internos e avalia se estão gerando resultados conforme o planejamento.

Quer melhorar a performance do escritório? Conheça 6 KPIs e indicadores para escritórios de advocacia.

A importância de definir e acompanhar indicadores na advocacia

Os KPIs (Key Performance Indicator, ou seja, Indicador-Chave de Desempenho) avaliam a performance de um negócio. Essa é sua principal importância. Qualquer empresa traça planejamentos e metas, bem como as ações para alcançá-las. Como medir a efetividade dessas ações? Com as métricas que avaliam o cumprimento dos objetivos.

Por isso, apontamos que é importante definir e acompanhar indicadores na advocacia para entender:

  • as falhas em cada fase de um processo interno.
  • se os investimentos tiveram retorno;
  • se as metas foram alcançadas.

Com uma gestão jurídica orientada pelo monitoramento constante por meio de KPIs, o escritório consegue ser cada vez mais competitivo.

6 KPIs e indicadores para escritórios de advocacia

Quais são os exemplos de indicadores jurídicos? Você acabou de ver o conceito dos KPIs. Agora, é preciso saber que eles podem ser divididos entre indicadores de estratégia ou de processos.

Os indicadores de estratégia auxiliam o gestor jurídico a avaliar e entender se as metas serão alcançadas. Ou seja, engloba tudo que influencia diretamente na capacidade de manter o negócio lucrativo. Já os indicadores de processos avaliam o desempenho da rotina interna do escritório.

E quais são os principais KPIs e indicadores de desempenho no escritório de advocacia? Depende do seu objetivo. Não é possível trabalhar com todos ao mesmo tempo, sendo necessário priorizar os KPIs mais adequados.

Você quer aumentar a carteira de clientes ou tornar o ambiente de trabalho mais eficaz? Cada objetivo possui métricas específicas. Veja alguns exemplos de indicadores jurídicos que estão presentes nos escritórios:

  • KPIs internos: mostram a eficácia dos processos, ferramentas e desenvolvimento da equipe. Alguns exemplos são número de horas faturáveis por profissional, número de tarefas concluídas por colaborador etc.
  • Indicadores de marketing: valor gasto com ações de marketing, dados de alcance em campanhas digitais, ROI, desempenho de cada canal de marketing etc.
  • Indicadores financeiros: despesas e receitas por mês, receita anual prevista em relação à receita atual, custos anuais previstos em relação aos atuais etc.
  • KPIs de aquisição de clientes: custo de aquisição de novos clientes, origem dos clientes, taxas de crescimento de clientes etc.

Considerando a necessidade de organização da gestão no escritório, apontamos a seguir 6 KPIs e indicadores de desempenho do escritório de advocacia que entendemos serem relevantes para este objetivo.

Cumprimento de prazos

Monitorar o cumprimento dos prazos processuais é fundamental para uma advocacia de excelência. A perda de prazos traz danos irreparáveis para o cliente e para o escritório, pois é uma falha grave.

Ter esse indicador é uma maneira de avaliar os motivos que levam à perda de prazos. Identificou um gargalo no seu kanban? Como corrigi-lo? O problema é a organização entre os advogados? Uma agenda compartilhada pode resolver a questão.

Custos de processos

Mesmo com o êxito nas causas, não sobra dinheiro para o escritório. Já pensou em calcular os custos de processos? O cálculo do percentual de lucro sobre o faturamento ajuda o gestor a saber as melhores medidas para aumentar os resultados.

Esse é um dos indicadores de desempenho do escritório de advocacia aliados da saúde financeira, fique atento. Se o custo com deslocamento para outra cidade pesou no processo, contratar um advogado correspondente pode resolver a questão.

Horas trabalhadas

As horas trabalhadas são um dos KPIs importantes para monitorar produtividade. Quanto tempo o advogado leva para elaborar uma petição inicial? Em qual área determinada escritório está trabalhando mais? Tempo é dinheiro, e esse indicador ajuda a otimizá-lo!

Com o auxílio de um software jurídico, inclusive, é possível ter maior controle sobre as horas trabalhadas. É o caso do timesheet, que ajuda a identificar os gargalos de produtividade do escritório.

Processos ativos

O número de contratos novos comparado ao número de processos finalizados em determinado período nos traz um bom indicador: o número de processos ativos. Com esse indicador, o gestor pode ver a demanda de trabalho e entender o fluxo de atividades no escritório.

Saber quantos processos ativos no escritório é importante para avaliar se a capacidade dele está sendo bem aproveitada. São muitos processos e poucos advogados? Sua equipe pode estar sobrecarregada.

Taxa de inadimplência

Um dos indicadores de desempenho do escritório de advocacia mais importantes na gestão jurídica é a taxa de inadimplência. Ela pode estar atrelada a um mau relacionamento do escritório com o cliente, por exemplo. Seja como for, é preciso tomar medidas preventivas e ativas para minimizar os prejuízos financeiros.

Outra utilidade desse indicador é evitar que o escritório feche por falta de receita. Por isso, é fundamental monitorá-lo a partir de um controle financeiro completo, o que pode ser facilitado com um software jurídico.

Satisfação dos clientes

De onde vêm as contratações do seu escritório de advocacia? Apontamos anteriormente que um dos KPIs de aquisição de clientes é exatamente a origem deles. Em geral, pela advocacia ser uma profissão dotada de pessoalidade, temos muitas indicações, certo? E ela só vem se o atual cliente está satisfeito.

Por isso, medir a satisfação do cliente é fundamental. Isso pode ser feito com o método Net Promoter Scores, em que o cliente dá uma nota de 0 a 10 para os serviços prestados. Na conclusão do método, temos uma classificação dos clientes entre:

  • Detratores: clientes insatisfeitos, que não indicam os serviços;
  • Neutros: mantêm o contato necessário e são indiferentes quanto ao serviço;
  • Promotores: são aqueles que indicam e divulgam o trabalho do escritório por estarem muito satisfeitos.

O foco do escritório e dos KPIs relacionados aos clientes é aumentar o número de clientes promotores.

Os KPIs e os indicadores de desempenho jurídico, planejamento e estratégias são fundamentais na gestão. Com a análise desses indicadores, o gestor consegue ter uma visão do que deve ser corrigido e otimizado.

O uso de um bom software jurídico, como você viu em alguns exemplos de indicadores jurídicos, pode trazer dados mais precisos. É uma das ferramentas de trabalho de um advogado de excelência.

Você sabe o que o Lawyer Eleven, software jurídico da Alkasoft, pode fazer por você?

Lean Thinking ou Pensamento Enxuto é um termo novo na advocacia. Ele deriva da metodologia Lean Manufacturing (o sistema Toyota de produção), que se baseia na redução de 8 desperdícios. Essa filosofia, por sua vez, se baseia na adoção de 5 princípios que podem ser aplicados ao escritório de advocacia.Quer saber como? Veja mais sobre o Lean Thinking e como a metodologia funciona na advocacia!

O que é a metodologia Lean Thinking?

A metodologia Lean Thinking é focada em técnicas de valorização do produto que chega ao cliente. Seu objetivo principal é gerar valor ao cliente e diminuir o desperdício e o custo de produção de uma empresa. Em outras palavras, são técnicas que trazem excelentes resultados para a gestão de qualidade e aumentam a produtividade.

Vale ainda pontuar que a ideia principal do Lean Thinking deriva da metodologia Lean Manufacturing (o sistema Toyota de produção). Ambas focam na satisfação completa do cliente por meio da melhoria da produção. Na prática, é ele quem inicia a produção a partir de sua demanda. Só depois da solicitação é que o produto será desenvolvido.

Para destrinchar mais o conceito de Lean Thinking, fundamentos são importantes. Vamos, então, abordar seus princípios. Com eles, é possível identificar e proporcionar medidas vantajosas para a produtividade e o bom rendimento dos recursos empresariais.

Princípios

Quando falamos em Lean Thinking e seus fundamentos, abordamos 5 princípios da metodologia:

  1. Valor: o que é valor na perspectiva do cliente. Quem decide o que é valoroso em seu produto ou serviço é o próprio cliente. Portanto, fique atento às impressões da clientela sobre o que valorizam no que você oferece.
  2. Fluxo de valor: após entender qual é o valor, é preciso identificar as etapas da execução do serviço (como a advocacia) que estabelecem esse valor. É o mapeamento do fluxo de valor. Com ele, você encontra o que não é essencial e que pode ser eliminado (desperdícios).
  3. Fluxo contínuo: definição de processos que criam um fluxo contínuo (produção sem interrupções). Assim, é possível atender às necessidades dos clientes com agilidade.
  4. Produção Puxada: aplicação do conceito Just In Time, que é o trabalho sob demanda. É o princípio que elimina descontos e promoções gerados devido a altos estoques e superprodução (no caso de venda de produtos).
  5. Perfeição: é a jornada de melhoria contínua de processos, pessoas e materiais. Com o passar do tempo, é preciso aparar as arestas para melhorar os processos e reforçar a agregação de valor ao cliente. É uma fase apoiada pelo método Kaizen.

Benefícios

Adotar ferramentas Lean Thinking é bastante benéfico para as empresas. Os princípios da metodologia já dão uma boa noção do que a economia de tempo e dinheiro provoca nos balanços mensais. Essa é, inclusive, a primeira grande vantagem: economia.

Em uma linha de produção, podemos apontar que a metodologia ajuda a evitar o desperdício de matéria-prima, por exemplo. Em empresas de trabalhos intelectuais, como na advocacia, a metodologia traz uma melhor gestão do tempo. Ou seja, as horas dos profissionais são mais bem aproveitadas.

Outra vantagem é a maior satisfação dos clientes. Afinal, as ferramentas Lean Thinking são pensadas para atingir a satisfação total deles. Os processos são alterados conforme a prioridade do que é valor para eles.

Como aplicar a metodologia Lean na advocacia?

A metodologia Lean Thinking, comumente, é aplicada a qualquer organização que faça um produto. Mas isso não quer dizer que não possa existir a Lean advocacia. Afinal, vale a compreensão do sistema de maneira geral e a implementação prática dos processos. Por isso, vamos pensar: como é o fluxo de trabalho na advocacia?

O cliente entra em contato para resolver um problema. Sua ligação passa pela recepção até chegar no advogado da área que ele precisa. O profissional mais adequado desenvolverá uma defesa coerente e completamente personalizada para o cliente. Perceba que existem muitas etapas, que podem ser melhoradas e integradas à metodologia Lean advocacia.

Na prática, os advogados responsáveis devem analisar os processos internos para identificar tarefas que agregam ou não valor ao cliente. Ou seja, remover o desperdício para focar somente em processos valorosos. É a advocacia enxuta.

6 passos para aplicar o Lean Thinking na advocacia

Para aplicar o Lean Thinking na advocacia, temos 6 passos básicos:

  1. Mapear processos: mapear todas as tarefas, etapas e responsáveis envolvidos, bem como prazos e recursos necessários para a execução delas. Planilhas e softwares jurídicos contribuem bastante para cumprir esse passo inicial.
  2. Padronizar processos: após descobrir as tarefas do escritório, identifique os gargalos e as oportunidades de melhoria. Estabeleça as melhores práticas com as equipes e formalize o que será feito, como padrões operacionais e listas de verificação. São as ferramentas lean thinking, que ajudam a reduzir erros. Mais uma vez, os softwares podem contribuir para o gerenciamento dos processos e para a automatização das tarefas redundantes.
  3. Eliminar desperdícios: existem desperdícios em escritórios de advocacia que devem ser eliminados. Excesso de funcionários para uma tarefa, muito tempo perdido em comunicação descentralizada, dentre outras falhas, devem ser eliminadas. Veja tudo que é irrelevante e que faz com que você desperdice recursos.
  4. Desenvolver e valorizar os funcionários: é preciso envolver as equipes no desenvolvimento dos processos para que aprimorem a criação de valor e reduzam os desperdícios. Treiná-los na tecnologia é uma ótima medida.
  5. Melhorar continuamente os processos: a aplicação do Lean advocacia demanda o foco na melhoria contínua de processos. Após identificar a raiz de um problema, faz-se um ajuste para que ela não ocorra mais. Existem ferramentas Lean Thinking, como o 5WH2 que ajudam com essa etapa.
  6. Adotar tecnologias para redução de custos e maior eficiência: inúmeras inovações na advocacia contribuem para a implementação desta metodologia. O uso de um sistema jurídico em nuvem, sem dúvidas, é o mais indicado. Ele traz funcionalidades que reduzem desperdícios, otimizam tempo e a entrega de valor ao cliente.

O Lean Thinking é uma metodologia derivada da metodologia Toyota. Seu pensamento se baseia em 5 princípios que têm como objetivo a satisfação total do cliente. O foco é, sempre, a entrega de valor. Com a tecnologia certa, como um bom software, sua implementação no escritório é mais eficaz.

Quer saber sobre o assunto? Acesse o webinar “Saiba como usar a metodologia Toyota para revolucionar seu escritório”.

metodologia-toyota

Como deve ser encarada a LGPD no setor jurídico? A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709), publicada em 2018, mas com vigência “geral” a partir de 18 de setembro de 2020, modificou as relações no mundo empresarial.

Os departamentos jurídicos correram contra o tempo para adequar seus negócios, e as tarefas eram inúmeras. E como é a atuação da LGPD no jurídico hoje?

O que é a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais ou LGPD é um espelho da GDPR, lei de proteção de dados da União Europeia (GDPR). Ambas surgiram para estabelecer regras específicas sobre coleta, tratamento e uso de dados pessoais.

Dados pessoais são número de documentos, endereço, e-mail, data de nascimento, idade, número de telefone etc. Existem também os dados sensíveis, que merecem especial atenção. São as informações que podem levar a eventuais discriminações a seus titulares, tais como dados de saúde e vida sexual, origem racial ou étnica, opinião política etc.

Para fiscalizar os procedimentos sobre a proteção de dados pessoais, foi criada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), um órgão regulador e orientador do sistema, que se relacionará com controladores, operadores e encarregados (agentes de tratamento de dados).Com isso, também surgiu a necessidade do profissional Data Protection Officer (DPO). Este profissional será muito presente em muitas empresas, pois é responsável por interagir com ANPD, consumidores, funcionários, Procon e Ministério Público.

Objetivo e princípios

De acordo com o artigo 1º da LGPD, seu objeto é “o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado”. Seu objetivo é “proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”.

Para cumprir este objetivo, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais traz alguns princípios. O principal é o chamado princípio do consentimento: o usuário deve concordar expressamente que a empresa pode utilizar seus dados pessoais para as finalidades propostas. Ou seja, deve dar uma declaração inequívoca, livre e clara de vontade.

Outro princípio importante é o do legítimo interesse. A pessoa física ou jurídica pode utilizar os dados pessoais sem obter o consentimento, desde que se enquadre nas diretrizes estabelecidas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Isso acontece, por exemplo, quando o consentimento do usuário é considerado desnecessário ou for difícil de ser obtido.

Podemos citar outros princípios nas operações de tratamento de dados, tais como:

  • Finalidade: qualquer tratamento de dados deve ter propósito específico, legítimo e informado ao titular;
  • Necessidade: a empresa deve tratar somente os dados necessários para realizar as finalidades;
  • Transparência: os titulares dos dados devem receber informações claras, precisas e acessíveis;
  • Adequação: o tratamento deve ser compatível com a finalidade.

O que é LGPD no setor jurídico?

A LGPD no setor jurídico deve ser uma prioridade de seus profissionais. Afinal, é papel deste departamento fazer a adequação da empresa à LGPD. Desde a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, tivemos algum progresso.

A LGPD no setor jurídico já está mais sedimentada, e o departamento atua para manter a conformidade da empresa em relação à lei. E como fazer isso? O ponto de partida é a obediência aos princípios da lei. É fundamental obter o consentimento do usuário e controlar seus próprios processos internos quanto às informações.

Como transformar isso em ações?

Em uma empresa, existem diversas áreas por onde as informações circulam e são manipuladas. Assim, a primeira tarefa do LGPD jurídico é conhecer toda a estrutura do fluxo de informação empresarial. Ou seja, saber os processos internos e os sistemas envolvidos.

O mapeamento é só o ponto de partida, pois, a partir dele, o departamento jurídico poderá ver quais são as reais necessidades de adequação. Algumas tarefas comuns do setor de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais são:

  • Adotar medidas de segurança da informação que previnem vazamentos, roubos de dados e ilegalidade das informações digitais e eletrônicas;
  • Implementar novos padrões de segurança, políticas de privacidade e cookies, sempre prezando pela clareza e transparência;
  • Revisar a segurança dos contratos de todos os stakeholders, pois todos eles contêm informações pessoais.

Quais os impactos da LGPD para as empresas?

Todas as empresas que tratam, em maior ou menor grau, dados pessoais devem se adequar à LGPD. Quem trata dados massificados de consumidores e parceiros terá mais trabalho, sem dúvidas. É o caso de instituições financeiras, escritórios de advocacia, e-commerce, marketing, software e tecnologia.

De início, o primeiro impacto da LGPD no setor jurídico e em toda a empresa é o custo de adequação. Isso porque tivemos novos profissionais envolvidos para garantir a segurança dos dados, além de ações e treinamentos. Mas, por outro lado, a maior segurança jurídica resulta em menos custos em longo prazo.

É importante ressaltar, também, que as empresas que descumprem a LGPD estão sujeitas a multas de até 2% do faturamento anual da empresa (limite é R$ 50 milhões). Por isso, a adequação é fundamental também para evitar multas. As sanções previstas na lei passaram a ser aplicadas a partir de 1º de agosto de 2021.

Como adaptar a empresa à LGPD?

Como mencionamos, o primeiro passo é fazer o mapeamento dos dados para entender tudo que é afetado. Por isso, a LGPD no setor jurídico é encarada como prioridade, porque a informação circula em todas as áreas. Com o mapeamento feito, é preciso analisar, à luz dos princípios, todo o ciclo de tratamento de dados pessoais da empresa. Assim, poderão identificar riscos e adotar medidas para reduzi-los.

Em suma, os passos da LGPD jurídico para adequação são:

  1. Nomear um encarregado (Data Protection Officer);
  2. Identificar todos os projetos e áreas afetadas pela lei;
  3. Criar um programa de governança em segurança e privacidade de dados;
  4. Solicitar ao setor de TI para reavaliar todos os sistemas utilizados;
  5. Revisar documentos jurídicos para garantir a conformidade das cláusulas com a LGPD, inclusive com adesão à política de confidencialidade;
  6. Treinar os profissionais dentro dos princípios LGPD e de segurança da informação;
  7. Criar um canal de comunicação para receber eventuais solicitações dos titulares de dados;
  8. Implantar uma política de acesso às informações mantidas fisicamente ou em software jurídico em nuvem.

A atuação harmônica entre TI, marketing, RH e setor jurídico é fundamental para a adequação à lei. É impossível falar de LGPD no setor jurídico se os setores que mais tratam dados pessoais estiverem de fora.

A própria Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais fala que é preciso adotar “medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito”.

Diante disso, é preciso priorizar as ações de segurança da informação, próprias da equipe de TI, em todos os setores. Um software jurídico seguro, como o Lawyer Eleven, é peça fundamental, pois garante a segurança dos dados pessoais.

Conheça as funcionalidades do Lawyer Eleven e entenda mais sobre a segurança do software!

A tecnologia, em especial os aplicativos, desempenham um papel importante em nosso dia a dia. Isso se aplica também ao mundo jurídico, que já realiza, inclusive, intimação por WhatsApp.
 
A comunicação rápida é muito valorizada nos tempos atuais, e os aplicativos cumprem exatamente esse papel. O avanço da internet facilitou a interação social, bastando um smartphone ou um notebook. O poder judiciário brasileiro reconhece isso, motivo pelo qual o uso de aplicativos para intimação já é uma realidade.

 
Saiba como funciona a intimação por WhatsApp!
 

Regulamentação e legalidade da intimação judicial por WhatsApp

É possível fazer intimação por WhatsApp? O uso de aplicativos de mensagens como meio formal de comunicação para o envio de intimação judicial já existe no Brasil. A diferença, neste momento, é a aprovação do projeto de lei na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
 
Vamos ver o histórico da intimação por WhatsApp até essa aprovação?
 

Histórico

A intimação judicial por aplicativos de mensagens foi implantada, pela primeira vez, na Comarca de Piracanjuba (GO) em 2015. Essa ação pioneira recebeu no mesmo ano o Prêmio Innovare de boas práticas para o aprimoramento da Justiça.
 
Até meados de 2018, pelo menos 11 Tribunais de Justiça no País declararam que fazem uso de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, a fim de agilizar o andamento de processos e reduzir custos com a comunicação.
 
Os tribunais que adotam o envio de intimação judicial através de aplicativos de mensagem estão amparados por uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) datada de junho de 2017.
 
Naquele momento, o CNJ aprovou por unanimidade “a utilização de aplicativo de mensagens multiplataforma como ferramenta para intimações no Poder Judiciário”.
 
Em paralelo à aprovação do CNJ, o Senado colocou em tramitação, em 2018, o Projeto de Lei n. 176/2018. Este projeto visa modificar o Código de Processo Civil e permitir expressamente o envio de intimações por aplicativos de mensagens. A formalização é justificada por algumas vantagens e uma sequência de regras, que veremos a seguir.
 
Com o avanço da virtualização em todos os setores sociais, em decorrência da pandemia da Covid-19, o projeto foi submetido à revisão. Ele se tornou, assim, o Projeto de Lei 1595/20.
 
E atualmente? Como está a intimação por WhatsApp? É possível? Intimação por WhatsApp é válida?
 

A intimação judicial por WhatsApp na atualidade

Em julho de 2021, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1595/20. Ele autoriza a intimação judicial por aplicativo de mensagens e altera o Código de Processo Civil.
 
No entanto, ainda em meados de 2021, foi apresentado recurso ao Plenário da Câmara contra a apreciação conclusiva do projeto de lei. Isso significa que o projeto deverá ser votado no plenário.
 
De acordo com o autor do projeto, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), a lei contribuirá para a disseminação da prática no País com segurança jurídica. Ao justificar a proposta, o senador fixou no projeto os mesmos parâmetros estabelecidos pelo CNJ.
 

Ponto de atenção para a intimação judicial por aplicativos

Na esfera civil ou penal, a intimação judicial por aplicativos é admitida. No entanto, é preciso adotar todos os cuidados para comprovar a identidade do destinatário. A autenticação pode ocorrer pelo número do telefone, pela confirmação escrita e pela foto do citando.
 
Esse é o entendimento fixado pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. O tribunal reconhece que a intimação por WhatsApp é válida, mas salienta que deve haver comprovação da autenticidade da identidade da parte. Com isso, anulou a citação do acusado no HC 641.877, considerando ser um dos atos mais importantes do processo.

 
Para o relator do processo, ministro Ribeiro Dantas, “não se pode prescindir, de maneira alguma, da autêntica, regular e comprovada citação do acusado, sob pena de se infringir a regra mais básica do processo penal, qual seja a da observância ao princípio do contraditório”.
 
Na visão do ministro, é preciso se manter atento à realidade, que é a intimação por WhatsApp. No entanto, é fundamental adotar cuidados para afastar prejuízos e nulidades nas ações.
 
Esses pontos de atenção retratados no Habeas Corpus trazem a necessidade de regras para uso de aplicativos para intimação judicial.
 

Regras de uso de aplicativos para intimação judicial

O projeto de lei aprovado pela CCJ apresenta regras claras para o uso do aplicativo de mensagens por parte da Justiça. Esses parâmetros ainda não estão vigentes, vale destacar. Mas, caso seja aprovado em plenário, o projeto de lei acrescentará o artigo 270-A ao Código de Processo Civil. O projeto de lei prevê as seguintes regras para o envio de intimação judicial através de aplicativos como o WhatsApp:

  • A intimação será considerada cumprida se o recebimento da mensagem for confirmado em resposta do intimado em até 24h.
  • A resposta do intimado deve ser encaminhada por meio do aplicativo, por mensagem de voz ou texto, com o uso de expressões: “intimado(a)”, “recebido”, “confirmo o recebimento” ou análogas e que confirmem que o mesmo tomou conhecimento da intimação.
  • Sem a confirmação de recebimento, a Justiça deve enviar a intimação nos moldes tradicionais.
  • A não confirmação de recebimento por três vezes consecutivas exclui o intimado do cadastro para envios por aplicativo.
  • O interessado no cadastramento deverá informar o número do telefone pelo qual deseja receber a intimação. Ele se responsabiliza pelo recebimento das informações no número informado.
  • O cadastramento pode ser requerido em nome da sociedade de advogados, desde que seja apresentado o ato constitutivo da sociedade e o nome dos advogados associados com inscrição na OAB.
  • A intimação será enviada pelo aplicativo identificando: o processo, os nomes das partes e advogados, e as informações sobre confirmação de recebimento no prazo de 24 horas.
  • O horário de expediente da Justiça deverá ser respeitado para o envio das mensagens com intimação. Caso contrário, os prazos começam a fluir apenas a partir do próximo dia útil e horário forense.
  • São válidas as intimações enviadas ao número cadastrado pelo interessado das quais haja confirmação de recebimento. Isso vale mesmo que o interessado comprove que outra pessoa confirmou o recebimento. Vale, ainda, em caso de alteração de titularidade do número, salvo se o interessado tiver informado devidamente a modificação ao juízo.

Isso quer dizer que a intimação por WhatsApp será regra? Não, pois a proposta não cria uma obrigação. Ela diz apenas que a intimação por WhatsApp é válida, trazendo mais uma possibilidade dentro do processo. Perceba, inclusive, que o interessado deve cadastrar seu número para receber intimação judicial por aplicativos. Para entender melhor a questão, veja as características do uso que o próprio CNJ pontuou em 2017.

Características do uso de aplicativos de mensagens para envio de intimação judicial

Em 2017, o CNJ listou algumas características do uso dos aplicativos para o envio de intimação judicial:

  • Existe um detalhamento inicial para a dinâmica de uso da aplicação, já estabelecido em Portaria, que propõe as regras e as penalidades caso haja descumprimento ou qualquer prática abusiva;
  • A intimação feita pelo aplicativo de mensagens é um meio alternativo e, portanto, de uso facultativo e sem qualquer imposição às partes;
  • Essa modalidade de envio de intimação judicial permite que se faça posterior certificação nos autos, na forma da legislação vigente;
  • As partes conseguem acessar todo o conteúdo objeto da intimação que for enviada por aplicativo;
  • O uso é limitado ao envio da intimação judicial e não inclui citações.

Benefícios de realizar a intimação por WhatsApp

De acordo com o CNJ, existem alguns benefícios ao realizar intimação por WhatsApp. De acordo com a entidade, os aplicativos atuam como aliados para a redução de custos e para diminuir o período de trâmite processual.

Além dos benefícios para a Justiça citados pelo CNJ, o uso de aplicativos como o WhatsApp favorece o trabalho dos escritórios de advocacia e o atendimento de seus clientes.

A facilidade para verificar a celeridade nos processos judiciais ajuda a alavancar a produtividade de um escritório de advocacia através de uma solução mais rápida e menos burocrática para os problemas dos clientes. Sem dúvidas, garante-se uma nova forma de agilizar a comunicação. Vale lembrar que os aplicativos são ferramentas tecnológicas gratuitas, populares e acessíveis a diversas camadas sociais.

A importância do software jurídico para o uso da intimação por WhatsApp

Já sabemos que a intimação por WhatsApp é válida. Mas como lidar com esse ato dentro do escritório de advocacia? Felizmente, os softwares mais inteligentes disponíveis no mercado da advocacia incorporam funcionalidades que integram notificações via WhatsApp. Esse é o caso do Software Jurídico Lawyer Eleven, desenvolvido pela Alkasoft.

As notificações via WhatsApp do software Lawyer Eleven são utilizadas no monitoramento de movimentações de processos. Colocando essa tarefa no automático, o advogado responsável por cada processo será avisado sobre cada nova movimentação por meio do rastreamento pelo número processual.

Assim, todas as movimentações dos processos jurídicos incluídas na configuração inicial do software jurídico Lawyer Eleven serão automaticamente registradas no sistema. Após o registro no sistema, são categorizadas por cliente e por processo, com notificação do advogado e envio de atualizações para o cliente.

A intimação por WhatsApp é uma ferramenta importante para dar mais celeridade aos processos. São vários benefícios que, em breve, poderão ser usufruídos com mais segurança jurídica com a aprovação do projeto de lei. Diante desse contexto, os advogados devem preparar o escritório para realizar uma boa integração das notificações dos aplicativos.

Se você quer saber como aplicativos de mensagens podem ajudar o seu escritório de advocacia a otimizar tempo, comunicação e recursos, fale conosco e tire as suas dúvidas sobre os recursos do Software Jurídico Lawyer Eleven.

Agir de maneira ética, honesta e justa é uma postura esperada de todas as partes envolvidas em uma ação judicial. Mas, infelizmente, nem sempre isso acontece. A má-fé processual existe e é sempre um prejuízo para todos.

Esse conceito, que surgiu ainda no Direito Romano, tinha a mesma intenção: proibir as ações com “litigância temerária”. Não era possível descumprir a boa-fé, e aquele que praticasse a má-fé processual sofreria sanções.

Atualmente, quando pensamos em litigância de má-fé, exemplos não faltam. A seguir, explicamos melhor o que é a má-fé processual, seus impactos e alguns exemplos de casos em que ela ocorreu.

Acompanhe!

O que é a má-fé processual?

No âmbito jurídico, a chamada má-fé processual diz respeito a tudo aquilo que se faz intencionalmente, com maldade, para interferir no andamento processual.Esse tipo de atitude está na contramão da boa-fé e pode vir de alguma das partes ou de terceiros intervenientes. Também denominada litigância de má-fé, tal comportamento ilegal possui como característica básica a violação proposital de princípios e regras do direito.

Essa conduta abusiva ou desleal tem como objetivo prejudicar a parte contrária ou interferir no entendimento do juiz. Ela também pode ser utilizada para alcançar algum objetivo ilegal.

Seja como for, quando pensamos em má-fé processual, a doutrina explica que ela existe em diferentes ramos jurídicos. A má-fé processual trabalhista, por exemplo, está prevista nos artigos 793-A a 793-D da CLT, cuja redação é igual à redação do CPC.A má-fé processual no Direito Processual Civil está prevista no artigo 79 e seguintes do CPC. De acordo com o Código, a parte que praticar má-fé processual responderá por perdas e danos.

Condutas de má-fé processual

De acordo com o artigo 80 do CPC, considera-se litigante de má-fé aquele que:

  • deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;
  • proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;
  • opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
  • interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório;
  • usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
  • provocar incidente manifestamente infundado;
  • alterar a verdade dos fatos.

Quando falamos de litigância de má-fé, alterar a verdade dos fatos é uma das condutas mais comuns. Ela pode decorrer de uma narrativa propositalmente errada dos fatos que embasam o processo. A alteração de uma prova importante para a ação também se enquadra neste caso.

Pontuamos, novamente, que a má-fé processual trabalhista é caracterizada exatamente com as mesmas condutas.

Quais os impactos da má-fé processual?

Existem impactos legais da má-fé processual, que estão apontados no artigo 81 do CPC.De acordo com o Código, quando ficar caracterizada a litigância de má-fé, o juiz condenará o litigante a:

  • pagar multa: a multa deverá ser superior a 1% e inferior a 10% do valor corrigido da causa. Se o valor for irrisório ou inestimável, poderá ser de até 10 salários-mínimos;
  • pagar honorários advocatícios e as despesas efetuadas pela parte contrária.
  • indenizar a parte contrária pelos prejuízos sofridos.

Além desta disposição do CPC, o litigante de má-fé pode sofrer outras punições previstas no código. Se a parte apresentar recursos infundados, deverá pagar multa para entrar com novos recursos. Isso se aplica ao agravo interno (art. 1.021, §4º) e aos embargos de declaração (art. 1.026, §2º).Vale pontuar, ainda, que os tribunais entendem que a pena por litigância de má-fé não é cabível ao advogado, ao membro da Defensoria Pública ou do Ministério Público. Porém, já vemos precedentes de aplicação da pena de má-fé processual ao patrono da causa.

Nestes casos, o fato será oficiado à OAB, e o magistrado solicitará a apuração de eventual responsabilidade disciplinar.

Exemplos de má-fé processual

Cliente x Nextel

No final de janeiro de 2018, autor e advogados de um processo contra a Nextel Telecomunicações acabaram sendo condenados a pagar multa de R$ 2 mil por litigância de má-fé.

O autor do processo alegou existir fraude na contratação de serviços de telefonia em seu nome. No entanto, foi comprovado que, na verdade, a contratação dos serviços ocorreu, e o cliente estava inadimplente com as faturas.

Conforme exposto pela decisão, trata-se de uma conduta de má-fé, visto que o autor modificou a verdade dos fatos, violando, assim, o dever de proceder com boa-fé em juízo.

É um caso evidente de litigância de má-fé alterar a verdade dos fatos.

Zaffari

Em maio de 2018, a Companhia Zaffari Comércio e Indústria Ltda. foi condenada por má-fé processual. A punição é um dos resultados do processo em que a empresa foi acusada de racismo na abordagem a três jovens negros.

Nesse caso, a conduta de má-fé processual foi verificada especialmente na recusa da companhia em entregar, na fase inicial do processo, um DVD que atesta a abordagem indevida dos seguranças.

Além de negar veemente os fatos, somente após dois anos – pouco antes da sentença – a empresa juntou e apresentou as imagens do seu circuito interno de segurança.

Cliente x Scard

No início de julho de 2018, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania dos Juizados Especiais Cíveis de Brasília (Cejusc-JEC/BSB) condenou a autora de uma ação judicial por litigância de má-fé.

A demandante, em acordo com o seu advogado, havia ingressado com processo contra a administradora de cartões de crédito Scard. Ao não comparecer na audiência de conciliação com a empresa, a autora informou que estaria vivenciando uma gravidez de risco, com deslocamento de placenta.

O fato, porém, não foi confirmado. Além disso, verificou-se que o advogado da autora já havia utilizado as mesmas alegações e justificativas em outros casos.

3 dicas para evitar o entendimento de má-fé processual

Preze pela verdade e pela legalidade

É dever ético do advogado respeitar a lei e prezar pela verdade. Por isso, em hipótese alguma, deduza pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso. Neste mesmo sentido, não faça uso do processo para alcançar um objetivo ilegal. Lembre-se da finalidade de um processo judicial.

Além disso, jamais altere a autenticidade dos fatos para beneficiar seu cliente. Vale lembrar que é uma conduta conhecida de litigância de má-fé: alterar a verdade dos fatos.

Atue de forma correta

Quando vemos a litigância de má-fé, exemplos mostram diversas formas pelas quais um advogado não deve atuar. Se você não quer ser um litigante de má-fé, atue sempre de forma correta. Veja algumas orientações essenciais:

  • Conteste decisões somente se você tiver justificativas embasadas com provas;
  • Não proceda de modo temerário em qualquer incidente ou ato de processo;
  • Nunca interponha recurso com intuito apenas protelatório;
  • Não provoque incidentes sem fundamentos.

Tenha um Termo de Responsabilidade e Veracidade das informações prestadas pelo cliente

Este documento assinado pelo cliente resguarda o advogado contra atos dolosos praticados pelo seu representado. Temos que ter em mente que muitas pessoas buscam um escritório de advocacia sem ter razão. É comum que omitam fatos importantes ou falem sobre fatos modificados.

Isso pode gerar uma conduta de litigância de má-fé: alterar a verdade dos fatos. Para que haja descaracterização da litigância de má-fé por parte do patrono, o documento é fundamental, pois resguarda o profissional.

Como vimos, a má-fé processual se manifesta em vários comportamentos e atitudes. Nesse sentido, cabe aos advogados agirem sempre com boa-fé, ou seja, em prol da verdade e da justiça. Evitar a litigância de má-fé é uma forma de garantir que o Direito permaneça justo e que o poder judiciário não perca a sua essência.

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Os negócios jurídicos no Brasil estão constantemente buscando maneiras de aprimorar suas atividades. A alta concorrência motiva gestores a adotarem tecnologias inovadoras e metodologias de trabalho. É neste contexto que aparece o lean manufacturing na advocacia.

Você sabe quais são os 5 princípios do lean manufacturing? Já ouviu falar dessa metodologia aplicada ao Direito com o fim de melhorar os resultados? Neste post, falamos de como o lean manufacturing no Brasil está sendo implantado nos escritórios de advocacia e os benefícios que ela traz para esse segmento.

Lean Manufacturing: o que é e como funciona

O lean manufacturing se baseia nos conceitos do Sistema Toyota de Produção criado no Japão entre 1940 e 1950. O termo foi cunhado na década 1990 e traduzido para o português como Produção Enxuta, tornando-se uma referência no setor produtivo – e não apenas na indústria. Essa metodologia fez com que a empresa do setor automobilístico se tornasse uma das maiores do mundo em seu segmento. Não por acaso, a criação da Toyota chamou a atenção dos especialistas em gestão e foi adotada por vários outros segmentos da economia. É por isso que o lean manufacturing no Brasil se manifesta em muitos negócios.

Mas quando pensamos em lean manufacturing, o que é e como funciona? É a metodologia da produção enxuta. Com ela, a empresa automobilística eliminou de seus processos as atividades que não agregam valor. Neste ponto, vale destacar que consideramos valor sob a ótica do cliente final, certo?

A redução de desperdícios com foco no aumento da produtividade de uma companhia é o ponto central dessa metodologia. Aplicando os princípios da prática, a empresa tornou-se mais competitiva.

Hoje, o lean manufacturing no Brasil é aplicado em empresas dos mais variados ramos. A busca incessante pelo aumento de competitividade é algo comum em clínicas e hospitais privados, bancos e seguradoras. E é aqui que aparece o lean manufacturing na advocacia.

Passos para implementar o Lean Manufacturing na advocacia

Para implementar o lean manufacturing na advocacia, o gestor jurídico deve primeiramente se aprofundar na metodologia. Uma boa forma de começar é conhecer suas ferramentas.

Conhecer as ferramentas da metodologia

Falar de lean manufacturing, ferramentas e formas de colocar a metodologia em prática é fundamental. É o ponto de partida para implementar o lean manufacturing na advocacia. A seguir, apontamos resumidamente 6 ferramentas do lean manufacturing:

  • Ciclo PDCA: ferramenta para verificar se o planejamento foi executado. Baseia-se em 4 etapas, que são: Plan (planejamento), Do (fase da execução), Check (fase de acompanhamento) e Act (ação ou correção de falhas na execução e no planejamento).
  • Kaizen: focada na qualidade do trabalho, na produtividade que reduz desperdícios e aumenta o lucro. Ao incentivar os profissionais a se envolverem com a produção, provoca melhorias na comunicação interna e externa.
  • 5S: baseada em cinco processos simples, mede a qualidade da produção e elimina o desperdício causado por más condições e estações de trabalho e condições. 
  • Jidoka: automatiza todo o processo de manufatura e faz o controle de qualidade. Um operário pode cuidar de várias máquinas ao mesmo tempo.
  • Just in time: foco em otimizar a produção, evitando excessos na fabricação, estoque cheio e prejuízos ao desenvolvimento da fábrica. 
  • Kanban: busca por eficiência nos processos produtivos. Por meio de softwares ou murais, separa as tarefas em “a fazer”, “em execução” e “concluídas”. Na hora de pensar em ferramentas lean manufacturing, os profissionais da advocacia devem se aprofundar naquelas que melhor se adequam às suas atividades. O Kanban, por exemplo, é excelente para promover a produtividade no escritório de advocacia.

Trabalhar o mindset do advogado

Como já é conhecido, a gestão de um escritório de advocacia é bem diferente da gestão de uma fábrica, ambiente onde o lean manufacturing foi concebido. São dois sistemas de produção bastante diversos, cada um com suas particularidades. Por isso, o primeiro desafio para utilizar o lean manufacturing na advocacia é trabalhar o mindset do advogado. Naturalmente, existe uma resistência deste profissional às mudanças que essa metodologia trará à sua rotina.

Os advogados estão acostumados a trabalhar com um volume expressivo de documentos e com uma certa demanda de trabalho. Temos determinados procedimentos e indicadores que são adotados. No entanto, são poucos profissionais que estão acostumados ou que já trabalharam com uma metodologia que prevê o que tem que ser feito, quando tem que ser feito, como tem que ser feito, onde e por que deve ser feito.

Esse é um primeiro aspecto importante para quem deseja adotar o lean manufacturing na advocacia. Se a mentalidade do profissional não for adaptada para a metodologia, não é possível obter sucesso.

Diante disso, o passo seguinte, segundo Gustavo Zimmermann Sachser – gerente financeiro do escritório Melissa Folmann Advocacia e Consultoria –, é promover um treinamento sobre os conceitos dessa metodologia de gestão para todas as pessoas do escritório.

Treinar os profissionais no conceito da metodologia

Para Gustavo, a adoção do lean manufacturing na advocacia só surtirá o efeito desejado se o desenvolvimento da metodologia sair da sala do gerente. Assim, será fundamental que os conceitos que integram a metodologia sejam compreendidos e adotados por todos que atuam no escritório.

Vale destacar, ainda, que os próprios gestores jurídicos podem ser beneficiados com o lean manufacturing. A metodologia pode ajudá-los a “enxergarem” o seu próprio negócio. É comum o diretor ou gestor não conhecer o seu escritório, segundo Sachser. Esse gestor não sabe, muitas vezes, de informações importantes para o escritório. Quantos clientes o escritório possui? Quantos processos estão ativos? Como estão os processos dos seus clientes? Tudo isso pode ser conhecido com a aplicação das ferramentas.

O mais comum é que o gestor do escritório tenha uma noção dessas informações, mas não tenha todos os dados claros à sua disposição. No dia a dia do escritório, é possível que ele não saiba a tarefa de cada profissional, bem como o volume de retrabalho gerado por problemas na rotina de seus funcionários e sócios.

Diante desse cenário, o desafio principal para a implantação do lean manufacturing será formar e treinar cada funcionário do seu escritório de advocacia. “Esta forma de gestão possui muitos conceitos, como o Kaizen (melhoria contínua), a padronização do trabalho, a automação inteligente (Jidoka), entre outras. São várias ferramentas para as quais todos do escritório precisam ser treinados. Existem também os indicadores de performance que precisam ser trabalhados com cada funcionário do escritório”, explica Sachser.

Colocar em prática o lean manufacturing na advocacia

Após conhecer as ferramentas aplicáveis ao lean manufacturing na advocacia, devemos trabalhar o padrão mental dos profissionais. Com um novo paradigma, amigável à metodologia, eles estão prontos para receber o treinamento dos conceitos e das ferramentas.Neste momento, finalizamos a primeira fase de implantação do lean manufacturing na advocacia.

O passo seguinte será colocar em prática o que foi aprendido. Uma dica importantíssima de Sachser para essa segunda etapa é não querer aplicar o lean em todo o escritório ao mesmo tempo.

Em igual sentido, não é interessante aplicar todas as ferramentas previstas, certo? O especialista recomenda: “É bom começar por um setor. Começar pequeno, com um processo, envolvendo uma pequena área onde as pessoas têm mais receptividade a mudanças. Você implementa nesta área, que servirá como exemplo. Todos do escritório vão perceber a mudança. O lean promove uma melhoria contínua. Então todos vão começar a aceitar os conceitos”.

Veja, a seguir, como praticar o lean manufacturing na advocacia!

Lean manufacturing na prática 

Mapeamento dos fluxos do escritório e padronização das tarefas

Para colocar o lean manufacturing na advocacia em prática, existem três atividades principais:

  1. Mapeamento dos fluxos de trabalho;
  2. Padronização das tarefas;
  3. Atribuição de responsabilidades.

Após implementar algumas ferramentas em uma parte do escritório, o gestor deve mapear os fluxos de trabalho de todos os setores. Como os documentos fluem? Como a informação flui? Como são as trocas de informações com os diversos setores do escritório? É normal que, no decorrer desse mapeamento, o gestor perceba que existem atividades sendo feitas por mais de uma pessoa. Isso significa desperdício de tempo e de recursos, algo que poderá ser eliminado e otimizado. É a aplicação prática do lean manufacturing na advocacia. Lembra-se da produção enxuta? É isso.

Em seguida, chegará o momento de padronizar as tarefas do escritório de advocacia. Em primeiro lugar, é preciso escrever os procedimentos. O lean manufacturing busca a melhoria contínua dos processos, certo? Por isso, anotar e aprimorar os procedimentos deve ser algo contínuo para que o escritório esteja sempre se desenvolvendo.

Se a secretária foi acionada por um novo potencial cliente, como ela deve atuar? Basta incluir na agenda do software jurídico a primeira reunião? E qual será o passo seguinte? Encaminhar para o advogado trabalhista? É preciso estabelecer o caminho desse cliente dentro do escritório. Por isso, falamos em procedimentos para padronizar as tarefas.

Dessa forma, sempre que chegar um novo cliente, os passos serão sempre os mesmos. Isso facilita a mensuração de resultados e, consequentemente, a melhoria contínua.

Atribuir responsabilidades

Após mapear fluxos e padronizar tarefas, é hora de atribuir e descrever as funções de cada integrante do escritório. Todo profissional deve ter as suas atividades diárias, semanais e mensais descritas nesse documento. Quando estabelecemos prazos para essas tarefas, podemos inclusive utilizar o método kanban.

Com o conhecimento de cada etapa, função e tarefa, é possível desenhar um mapa de fluxo de valor. Por meio desse mapa, conseguimos enxergar as atividades mais importantes para os seus clientes, aquelas que mais agregam valor e que trazem resultados para o escritório

Não se esqueça de que o que gera valor para o cliente é o que movimenta o escritório. Por exemplo: não adianta fazer um parecer perfeito, que é validado por dois advogados em 100%, mas que levou um mês para ser feito, enquanto o cliente esperava por esse parecer em dois ou três dias. 

Nesse caso, o valor para o cliente está na agilidade do escritório em entregá-lo o parecer que ele precisa. O cliente quer o parecer de forma rápida e com o trabalho desenvolvido da forma correta. Se o seu escritório não conseguir entregar esse “valor” para o seu cliente, você poderá perdê-lo para o escritório concorrente.

Portanto, tenha bastante critério na atribuição de responsabilidades e no mapeamento do fluxo de valor.

Benefícios do lean manufacturing para os escritórios de advocacia

Com a implementação do lean manufacturing na advocacia, gestores e advogados podem usufruir de diversos benefícios. De acordo com Sachser, os principais são:

  • Redução sistemática do retrabalho, já que, com os procedimentos descritos, podemos identificar erros e problemas a serem corrigidos. Com as ferramentas do lean manufacturing, podemos reduzir o retrabalho. A metodologia também estimula os profissionais a produzirem uma melhoria contínua com essa nova forma de gestão. Todo mundo participa do processo, os erros são corrigidos, e os problemas resolvidos de forma rápida e sistemática. Não há mais aquela cobrança “Quem errou?!?”. Em seu lugar, surgem questões como “Por que e como o problema ocorreu?” e também “Como podemos evitar que ocorra novamente?”. Este novo engajamento e a mudança na gestão geram a melhoria contínua e a redução expressiva do retrabalho.
  • Maior conhecimento sobre o escritório, inclusive sobre o desempenho da atividade advocatícia. O advogado passa a conhecer melhor seu negócio por meio dos indicadores de performance da metodologia lean. Eles podem mostrar desde o número de clientes do escritório até os processos, bem como o nível de retrabalho que está sendo feito por pessoas da sua equipe. Sobre o desempenho do escritório, a metodologia contribui para levantar os principais dados do cotidiano dos seus profissionais. Assim, o negócio apresenta dados com maior transparência e acessibilidade.
  • A facilidade da implantação do lean engaja os funcionários do escritório na maior participação no processo de melhoria contínua da empresa.  A metodologia dá abertura para que todos proponham melhorias, o que pode ter um efeito incrível para o escritório. Por isso, esse processo faz o escritório ganhar em produtividade e em gestão. Os funcionários percebem que, com um sistema de produção melhor, essa mudança será benéfica para todos.

Sachser acredita, inclusive, que a ineficiência do judiciário brasileiro começa nos escritórios de advocacia. Para o especialista, a obrigação dos gestores desses escritórios deveria ser a de melhorar sempre. “Esse envolvimento das pessoas é o maior benefício (do lean manufacturing). Não é uma máquina, um robô que você coloca para fazer o trabalho. É ouvindo e estimulando as pessoas a fazer o melhor trabalho e reduzir o retrabalho. Cuidando das pessoas, elas vão cuidar da sua empresa”, finaliza.

Situação atual da implantação dessa metodologia nos escritórios brasileiros

O lean manufacturing na advocacia brasileira é quase nulo, de acordo Sachser. Ele embasa seu argumento nos dados do Lean Institute Brasil e do Lean Enterprise Institute. Esses são os institutos oficiais que promovem o estudo e treinamento e aplicação do Lean Manufacturing em várias áreas.

Segundo alguns autores desses Institutos, foram realizados, por enquanto, testes no Poder Judiciário na Ucrânia e da Dinamarca. Essa foi a adoção “oficial” do sistema no poder judiciário, mas não existem dados sobre a aplicação da metodologia lean em escritórios privados. 

Apesar disso, o instituto afirma que os grandes escritórios de advocacia – aqueles que faturam milhões nos Estados Unidos – certamente aplicam conceitos de lean manufacturing para que consigam ser tão competitivos. Mas essa é apenas uma suposição, já que não existe um levantamento sobre o assunto. Isso pode ser constatado no Lean Summit 2018, o maior e mais importante evento da comunidade Lean do Brasil que ocorreu em junho de 2018.

O lean manufacturing na advocacia, apesar de quase não ser adotado no Brasil, traz muitos benefícios ao escritório. A metodologia baseada em uma produção enxuta, sem desperdício, pode alavancar os resultados do seu negócio jurídico. Quer se aprofundar mais no lean manufacturing na advocacia? Acesse o webinar completo sobre a metodologia Toyota!

A Inteligência Artificial é uma parte da ciência computacional que simula a inteligência humana em uma máquina. Quando pensamos em Inteligência Artificial no Direito, abordamos sistemas regidos por algoritmos, como machine learning, que modificam a forma de atuação dentro deste segmento.

Ela vem se tornando protagonista nas profissões jurídicas, seja no Poder Judiciário ou dentro do escritório de advocacia. Mesmo assim, há muitas dúvidas acerca da IA aplicada ao Direito. Junto com as dúvidas, diversos mitos.

Por isso, resolvemos falar dos mitos e verdades sobre a Inteligência Artificial no Direito. Confira!

Inteligência Artificial no Direito: mitos e verdades

Um estudo feito em conjunto pela Everis e Endeavor constatou a expansão do mercado de Inteligência Artificial na América Latina. Em 2018, o uso de tecnologias baseadas em IA foi de 32%. Mas, em 2020, esse uso atingiu 48%.

O relatório “O impacto da inteligência artificial (IA) no empreendedorismo da América Latina” aponta, porém, que ainda estamos em uma fase inicial na região. Seja como for, a Inteligência Artificial no Direito já está aí, cheia de mitos e verdades. Vamos ver alguns?

A inteligência artificial vai substituir o advogado: mito!

Não, a Inteligência Artificial no Direito não substituirá o advogado. Os avanços tecnológicos que chegaram à área jurídica nos últimos anos são focados em otimizar a rotina dos profissionais. Isso significa focar a tecnologia em uma prestação jurídica eficaz, otimizando o tempo.

É importante destacar que os seres humanos possuem habilidades comportamentais que não podem ser reproduzidas por nenhuma máquina. Isso significa utilizar empatia, respeitar a subjetividade e promover a interação interpessoal.

Portanto, se pensarmos nesses dois contextos, a Inteligência Artificial no Direito colabora diretamente para o trabalho dos operadores jurídicos. Para usufruir melhor dessa inovação, o profissional deve se aprimorar exatamente nos conhecimentos e habilidades intrínsecas ao ser humano.

A I.A. contribui para a produtividade do advogado: verdade!

Sem dúvidas, a Inteligência Artificial no Direito Brasileiro é uma grande aliada da produtividade do advogado.

Há anos, com o surgimento da plataforma cognitiva Watson, da IBM, vemos advogados mais ágeis, precisos e com entregas mais qualificadas. Ainda que não tenha dado as caras no Brasil, é um dos exemplos de Inteligência Artificial no Direito que deve ser citado. Quer saber do que ela é capaz? Veja:

  • Customizar rapidamente modelos digitais de documentos;
  • Resolver dúvidas de natureza contábil e jurídica;
  • Fazer pesquisas avançadas de jurisprudência;
  • Realizar agendamentos automatizados;
  • Analisar dados e informações.

Você deve estar pensando que muitos softwares jurídicos realizam algumas destas tarefas, certo? É verdade! Essas ferramentas são outros exemplos de Inteligência Artificial no Direito. Elas conseguem organizar processos internos, acompanhar andamentos processuais, e cumprir outras funções para dar mais produtividade ao profissional.

O uso de inteligência artificial no Direito é custoso: mito!

Quando pensamos na relação entre o operador do Direito e a inteligência artificial, vemos um ganho de produtividade. Acabamos de dar exemplos de Inteligência Artificial no Direito que mostram isso. Por outro lado, adotar ferramentas que cumprem este propósito tem um custo, sem dúvidas.

No entanto, isso não torna o uso de IA algo custoso. Pelo contrário, os profissionais devem encarar sua adoção como um investimento de alto retorno. Isso porque profissionais mais produtivos têm entregas melhores. Além disso, a gestão com a Inteligência Artificial no Direito se torna mais eficiente. Como consequência, temos uma redução de gastos no negócio jurídico.

Armazenamento em nuvem de documentos e liberação dos profissionais para executarem tarefas essenciais são ideias de como a I.A. pode contribuir para menores gastos.

Existem muitos desafios para implementar a I.A. no Direito: verdade!

Direito digital e inteligência artificial são temas relativamente novos no Brasil. Como tudo que é novidade, há certa resistência por parte de quem já atua na área jurídica. As inovações no Direito devem superar ainda mais desafios, pois este ramo é bastante tradicional e conservador.

O primeiro desafio em adotar a inteligência artificial no Direito brasileiro é exatamente a resistência à mudança. Se os fluxos de trabalho já estão definidos e funcionam, por que mudar? Esse é um pensamento comum em escritórios e órgãos públicos.

O segundo desafio é o mito de que o operador do Direito e a inteligência artificial competem entre si. Como vimos, a tecnologia não substituirá o advogado, mas há quem acredite que sim.

Por fim, o terceiro desafio é a qualificação profissional, pois novidades demandam atualização de conhecimento. Análise de dados, por exemplo, passa a ser algo comum quando falamos de Direito Digital e inteligência artificial.

A Inteligência Artificial do Direito traz inúmeros benefícios para os advogados: verdade!

O uso de Inteligência Artificial no Direito traz muitos benefícios para os operadores jurídicos. Podemos listar alguns principais, como:

  • Agilidade para resolver processos: um dos exemplos de Inteligência Artificial no Direito Brasileiro são os robôs de automação. Presentes em softwares jurídicos, eles capturam andamentos automaticamente e os registram, cadastram processos em lotes, monitoram e analisam resultados, dentre outras tarefas. Tudo isso traz mais agilidade para o trabalho.
  • Decisões gerenciais assertivas: uma função exercida pela Inteligência Artificial no Direito é a extração de dados. Com eles, os gestores analisam de maneira mais precisa os processos internos, identificam padrões e preveem tendências e demandas. Isso o possibilita tomar decisões mais certeiras.
  • Melhor relacionamento com os clientes: a confiança dos clientes na advocacia é conquistada com eficiência e transparência. O uso da Inteligência Artificial no Direito dá aos profissionais mais tempo para se dedicarem a questões mais complexas e ao contato com seus clientes.

Existem muitos mitos a respeito da Inteligência Artificial no Direito. Muitos deles apareceram devido ao temor de que a tecnologia tomaria o lugar dos profissionais. Como demonstramos, ela é, na verdade, uma grande aliada. Com a I.A., operadores jurídicos têm mais produtividade, gestão de tempo e tomada de decisões assertivas.

Os softwares jurídicos são ótimos exemplos de Inteligência Artificial no Direito, pois trazem funcionalidades para a eficiência da atividade jurídica. Seus robôs de automação podem executar muitas tarefas e deixar o advogado livre para atuar de forma estratégica.

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O regime tributário é um conjunto de regras que embasa a cobrança de tributos pelo Estado. Na advocacia, temos diferentes regimes de tributação para advogados, e tudo dependerá se o profissional trabalha enquanto pessoa física ou jurídica.

Como funciona o simples nacional para advogados? Existe uma cartilha de tributação na advocacia? Qual a tabela imposta à sociedade individual de advocacia?

Respondemos às principais dúvidas sobre os regimes de tributação para advogados. Confira!

Como funcionam os regimes de tributação para advogados autônomos (pessoa física)?

A advocacia exercida por pessoa física possui um regime de tributação bem simples. Os advogados autônomos estão sujeitos ao pagamento dos seguintes tributos:

  • Contribuição para a Previdência Social (contribuinte obrigatório individual): se tiver empregado, deve considerar também o FGTS e a contribuição patronal previdenciária.
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN): verifique na sua municipalidade, pois algumas prefeituras não cobram o ISSQN do advogado autônomo.
  • Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Portanto, não podemos falar de regimes de tributação para advogados autônomos, no plural. Ele se enquadra como um prestador de serviços sem CNPJ.

Isso não se confunde com a sociedade unipessoal de advocacia. Essa sociedade, formada por apenas um advogado e registrada junto à OAB, segue as regras dos regimes de tributação para advogados constituídos como pessoas jurídicas. Ou seja, ela possui um CNPJ e será tratada como tal.

Como funcionam os regimes de tributação para advogados em sociedade (pessoa jurídica)?

Os regimes de tributação para advogados em sociedade, unipessoal ou não, são variados. São três regimes possíveis:

  • SIMPLES Nacional;
  • Lucro Presumido;
  • Lucro Real.

Ao ler uma cartilha de tributação na advocacia, como aquelas disponibilizadas por diversas seccionais da OAB (veja a cartilha da OAB/MG como exemplo), é possível conhecer a fundo como cada regime de tributação funciona.

Neste momento, pense apenas que a escolha por cada um deles depende do faturamento bruto anual. O simples nacional para advogados, por exemplo, tem o limite de R$ 4,8 milhões por ano (R$ 400 mil mensais).

Como funciona o Simples Nacional para advogados?

O Simples Nacional para advogados é uma opção para profissionais formalizados enquanto Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, dependendo do faturamento bruto. É uma das opções mais comuns de regimes de tributação para advogados. Suas grandes vantagens são:

  • Simplicidade da agenda tributária: a empresa paga uma única vez, pois o Simples reúne 8 tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS, CSLL, ISS, Imposto de Renda e, em alguns casos, INSS patronal);
  • Valores de alíquotas menores: vai de 4,5% (até R$ 180 mil) a 33% (de R$ 3.600.000,01 a 4,8 milhões).

Para saber se o Simples Nacional para advogados vale a pena, é preciso fazer os cálculos. Pode ser que o Lucro Presumido seja um regime de tributação mais adequado. Quer ter certeza sobre as deduções? Confira as informações de faturamento no seu software jurídico e avalie.

Como funcionam os regimes de tributação para advogados Lucro Real e Lucro Presumido?

O Lucro Real é um regime de tributação complexo, mas que reflete precisamente o valor de tributos a ser pago pelo escritório. Isso porque ele considera, como o próprio nome diz, o lucro real do negócio. A apuração criteriosa e trabalhosa afasta muitos potenciais optantes por esse regime. É obrigatório para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões.

O Lucro Presumido, por sua vez, simplifica a tributação ao adotar uma presunção. A própria Receita Federal determina a base de cálculo da CSLL e do IRPJ. No entanto, fique atento, pois você deverá recolher os demais tributos aplicáveis (PIS, COFINS e ISS).

Quais os melhores regimes de tributação para advogados?

Os melhores regimes de tributação para advogados são aqueles mais adequados ao seu faturamento. Se você trabalha como advogado autônomo, deverá pagar os tributos que apontamos relativos à pessoa física. Mas será que eles valem a pena?

Para decidir isso, comece anotando seu faturamento bruto mensal. Quando tiver passado alguns meses, avalie as informações anotadas e faça as contas. Esse controle financeiro na advocacia é determinante para a escolha do regime de tributação. Pode ser que seja vantajosa a tributação sociedade unipessoal de advocacia.

Caso você esteja constituído enquanto pessoa jurídica, verá que é comum a opção pelo simples nacional para advogados. Mas, mais uma vez, a escolha dependerá do faturamento. Se seu escritório já estiver em um patamar mais alto, avalie a expectativa de crescimento e estude uma mudança do regime de tributação.

Eu consigo mudar meu atual regime de tributação?

Se você trabalha como advogado autônomo, pode, a qualquer momento, constituir uma pessoa jurídica. A partir de então, você poderá escolher um dos regimes de tributação para advogados em sociedade.

Porém, caso você já tenha um CNPJ, deve consultar as normas e as regras impostas pela Receita Federal. O auxílio de um contador pode ser interessante se você não tem familiaridade com o assunto. Ele poderá fazer um planejamento tributário para entender qual o melhor regime de tributação para sua empresa.

Como escolher o melhor regime de tributação para mim?

Para escolher um dentre os regimes de tributação para advogados, siga nossas 4 dicas valiosas:

  1. Peça auxílio de um contador ou de um advogado tributarista: esses são os profissionais aptos a realizarem um planejamento tributário. O contador, inclusive, promove a classificação correta de receitas e despesas e auxilia em toda a atividade. Isso pode diminuir os tributos a pagar.
  2. Faça um planejamento tributário: este planejamento é uma maneira legal de economizar com o pagamento dos tributos. Ele permite ao advogado entender quais tributos incidirão sobre a atividade e avaliar qual regime é mais vantajoso.
  3. Considere a sociedade unipessoal de advocacia: na medida em que você cresce, a tributação de pessoa física pode ser muito onerosa. Ao se constituir como sociedade, pode ter menor incidência de tributos.
  4. Registre seu escritório na OAB: é o primeiro passo de regularização da sua sociedade. A partir do registro, ela terá uma numeração própria do órgão.

Os regimes de tributação para advogados ditam o modo como os tributos incidem sobre a atividade. Você pode estar pagando mais tributos, acredite! Converse com seu colega tributarista ou com seu contador e faça um planejamento. Pegue os dados financeiros no seu software para escritório de advocacia e veja se o regime de tributação está adequado.

Deseja se aprofundar nos temas contábeis do seu negócio? Veja como funciona a segregação de receita para advogados!

O ambiente de trabalho sofreu muitas mudanças nos últimos meses em decorrência da pandemia. Uma delas foi bastante evidente em boa parte dos segmentos econômicos: o trabalho remoto. Esta modalidade de trabalho se tornou a saída para empresas diversas que podem virtualizar suas atividades.

No início, os gestores tiveram que vencer muitos desafios, especialmente a adaptação ao ambiente virtual. No entanto, com o passar do tempo, empregadores e empregados se adequaram à nova realidade. E ela veio para ficar, como provam os escritórios digitais.

Neste contexto, fizemos algumas considerações sobre a era do trabalho remoto na advocacia. Confira!

Trabalho remoto para advogados: veio para ficar?

Sim, o trabalho remoto para advogados veio para ficar. Qualidade de vida, segurança, gestão de tempo, produtividade igual ou melhor. Esses são alguns motivos que justificam a adoção cada vez mais frequente dos diversos tipos de trabalho remoto.

No caso do advogado remoto, precisamos destacar a presença de ferramentas inteligentes que favorecem essa atuação. Elas possibilitam o acesso aos processos de qualquer lugar, bastando um dispositivo com conexão à internet.

O software jurídico encabeça a lista, e é seguido por aplicativos de mensagens e videoconferência, plataformas de colaboração, dentre outras. Esses softwares, sendo ferramentas de gestão fundamental, vêm sendo desenvolvidos com criptografia de dados. Então, a segurança das informações não é uma questão problemática no trabalho remoto.

Mas como fica o relacionamento com o cliente neste caso? Em algumas situações, as videoconferências são suficientes. Mas há casos em que a presença é fundamental. Esse é um dos motivos que os negócios pensam no modelo híbrido. Dessa forma, o advogado remoto vai ao local de trabalho somente quando há necessidade.

Para comprovar que o trabalho remoto para advogados veio para ficar, os especialistas em recursos humanos da Robert Half fizeram uma pesquisa. Ela concluiu que o trabalho remoto já não é um mero benefício, mas um novo modo de trabalhar. O levantamento de julho de 2021 apontou que 76% dos entrevistados o veem como um modo de trabalho.

Considerando isso, vamos conhecer os tipos de trabalho remoto para advogados?

Formas de trabalho remoto para advogados

O trabalho remoto é uma realidade que não pode mais ser desconsiderada. Boa parte dos profissionais conseguiram conciliar melhor sua rotina pessoal e profissional. Um dia a dia com mais qualidade de vida e felicidade, sem perder a produtividade, foi a tônica de muitos trabalhadores.

Por isso, nos dias atuais, as empresas já estão desenvolvendo um plano estruturado de trabalho remoto. Os escritórios de advocacia se incluem neste grupo. Existem ferramentas, como o software jurídico, que contribuem para o desempenho das equipes e se tornam imprescindíveis.

Existem também tipos de trabalho remoto para advogados que devem ser considerados. E, em todos eles, a tecnologia se torna uma grande aliada.

Conheça a seguir algumas formas de trabalho!

Na própria casa

O trabalho remoto home office é uma modalidade para advogados em que o profissional trabalha de casa. Para que ela cumpra seu objetivo de forma produtiva, o advogado deve ficar atento a algumas questões, como:

  • Adotar equipamentos adequados, como cadeira e mesa de trabalho ergonômicas;
  • Escolher um local silencioso e bem iluminado, longe de interferências externas;
  • Determinar (e comunicar aos demais moradores) o horário de trabalho;
  • Ter boa conexão com a internet.

É possível ter um advogado freelancer home office? Sem dúvidas. Alguns autônomos optam por ser um advogado remoto em casa. Mas outros preferem o coworking.

Em coworkings

O coworking é um dos tipos de trabalho remoto presente há pouco tempo no Brasil. Esse espaço é compartilhado por profissionais de diversas áreas de conhecimento e é algo interessante na advocacia.

Neste local, há estações de trabalho individuais e compartilhadas, espaços de convivência, sala de reunião, internet e outras facilidades. O usuário paga uma diária ou mensalidade, e a manutenção e os insumos são responsabilidade da empresa.

Para os advogados, portanto, não há necessidade de manter um espaço próprio. Este tipo de trabalho remoto é especialmente interessante para profissionais autônomos, pois:

  • não se preocupam com a manutenção de um espaço físico, nem precisam investir alto para manter sua estrutura;
  • podem desenvolver uma melhor relação interpessoal, porque a proximidade “quebra o gelo”;
  • podem estar próximos de potenciais clientes, que são profissionais de outras áreas;
  • se tornam financeiramente mais eficientes (uso por demanda).

Nomadismo digital

O nomadismo digital é o tipo de trabalho remoto do advogado que não quer ter moradia fixa. Ou seja, o profissional pode atuar remotamente da cidade que estiver. Em geral, são advogados autônomos, que podem inclusive atuar como correspondentes jurídicos para escritórios.

É um estilo de vida bem específico, porque é flexível e proporciona maior bem-estar. Não à toa, se encaixa em uma das tendências da advocacia para os próximos anos. Com a crescente adoção dos escritórios digitais, esses nômades só precisam de um dispositivo com acesso à internet para executar suas atividades.

Seus locais de trabalho podem ser coworkings, cafeterias, imóveis de terceiros, dentre outros.

Modelo híbrido

Para fechar os principais tipos de trabalho remoto, citamos o modelo híbrido. É a reunião do trabalho remoto com o trabalho presencial. Este modelo é um assunto em alta no momento, principalmente em escritórios e departamentos jurídicos de empresas.

Se o advogado remoto conseguiu manter sua produtividade no trabalho remoto home office, por que ele deveria ir à sede física no negócio jurídico? Porque as relações presenciais são muito importantes no Direito.

Ainda que os aplicativos de videoconferência sejam úteis para reuniões, há casos em que os encontros presenciais são fundamentais. A relação com o cliente, por exemplo, se constrói com essa aproximação.

Considerando isso, muitos negócios jurídicos pensam em adotar o modelo híbrido como padrão.

3 principais dicas para ter sucesso no trabalho remoto para advogados

O advogado remoto pode ser muito bem-sucedido trabalhando em home office, em coworkings e em outros tipos de trabalho remoto. Para tanto, listamos 3 dicas para garantir a qualidade no exercício da advocacia:

  1. Contar com um software jurídico com sistema em nuvem, como o Lawyer Eleven, para aprimorar suas atividades por completo e organizar os processos internos e fluxos de trabalho.
  2. Organizar sua rotina para trabalhar em casa, no coworking ou em outros locais, fazendo do espaço de trabalho um escritório de advocacia.
  3. Escolher as ferramentas mais adequadas para garantir um trabalho eficiente e a comunicação com clientes e colegas.

O trabalho remoto é uma realidade para advogados. Seja em casa, em coworkings ou no modelo híbrido, há muitas opções de atuação para esses profissionais. Em qualquer caso, o uso de tecnologia, em especial um bom software jurídico, será fundamental.

O Lawyer Eleven, por exemplo, é um software em nuvem que ajuda o advogado a aprimorar suas atividades à distância. Conheça!

Nos últimos anos, o escritório digital passou a figurar entre os protagonistas nos negócios jurídicos. A necessidade do home office fez a advocacia remota crescer, trazendo novos desafios para a gestão de escritório. Em um primeiro momento, houve grande temor quanto à produtividade dos profissionais. Mas o uso do sistema jurídico em nuvem e outras tecnologias facilitou a adaptação.

A popularização do escritório digital trouxe muitos benefícios aos advogados. Eles conseguiram realizar a gestão dos processos remotamente devido à tecnologia, em especial o sistema jurídico em nuvem.

Neste contexto, falamos um pouco mais sobre como esse software passou a ser essencial para a advocacia remota. Vamos lá?

O sistema jurídico em nuvem

O escritório digital é uma modalidade viável para os profissionais que utilizam a tecnologia a seu favor. Muitas empresas, inclusive escritórios de advocacia, virtualizaram suas atividades para garantir agilidade e mobilidade, e diminuir custos. A melhor maneira de fazer a gestão de escritório virtual é por meio de um sistema jurídico em nuvem.

Esse software permite às equipes manter um fluxo de trabalho eficiente mesmo na advocacia remota. Com os processos internos organizados e coerentes, garante-se o resultado final. Mas o que é um sistema jurídico em nuvem?

De forma simples, um software que, por meio da conexão com a internet, consegue utilizar remotamente recursos da computação. Ele pode, por exemplo, armazenar uma enorme quantidade de dados e arquivos sem precisar ser instalado nos computadores ou dispositivos da empresa.

Por isso, traz redução de custos com materiais de escritório e infraestrutura de TI. É responsabilidade do fornecedor do software jurídico oferecer toda a estrutura necessária para o escritório. Para um advogado, basta a conexão com a internet para que ele acesse o sistema onde estiver. E por isso ele é tão importante para o escritório digital.

O papel do software no escritório digital

Para entender mais sobre o impacto positivo do sistema jurídico em nuvem no escritório digital, devemos pensar em suas funcionalidades. E as mais importantes para a advocacia remota dizem respeito ao controle de produtividade.

Controle de produtividade

Como manter seus profissionais com bom desempenho se a gestão de escritório acontece remotamente? Já não é mais possível passar pelas mesas e salas dos profissionais para controlar a produtividade.

No entanto, existem funcionalidades em um bom sistema jurídico em nuvem capazes de ajudar o gestor neste sentido.

Uma delas é o Método Kanban, voltado para o controle e a gestão do fluxo de trabalho e de tarefas. Por meio de cartões virtuais coloridos (post-its), dispostos em colunas que representam etapas do fluxo, o gestor consegue ter visibilidade sobre as tarefas.

Quando uma tarefa é concluída, o cartão é colocado na coluna seguinte, e assim por diante até finalizar aquele fluxo. No card de cada tarefa, há também o prazo e o responsável pela atividade. Por isso, o Método Kanban também é chamado de gestão visual.

Outra funcionalidade fundamental para o escritório digital e presente no sistema jurídico em nuvem é o timesheet. Responsável pelo controle de tempo, ele possibilita que o gestor fique atento a todos os prazos de trabalho.

Dessa forma, o gestor pode controlar a produtividade por meio de cronômetro, registrar o tempo dedicado a cada tarefa, e ver se os prazos estão em dia. É possível, inclusive, ver os prazos gerais do escritório ou somente de um profissional.

Agenda

Ainda neste aspecto do controle de prazos, muitos softwares apresentam a funcionalidade agenda. Seu foco é registrar e acompanhar atividades e agenda de compromissos. É nela que o profissional pode cadastrar uma tarefa ou vincular compromissos aos processos.

Isso significa ter mais facilidade na delegação de tarefas e no acompanhamento da produtividade na advocacia remota. E, claro, é possível integrá-la com Outlook, Google Agenda e iOs.

Gestão de processos

Um desafio comum a qualquer gestão de escritório é a gestão de processos. Seja em escritório digital ou não, esse é um ponto sensível que pode trazer prejuízos à produtividade. Quando envolve arquivos físicos, o problema pode ser ainda maior.

No entanto, o sistema jurídico em nuvem vem para desembaraçar os nós dessa gestão. Uma funcionalidade específica de gestão de processos dá ao gestor visibilidade sobre o progresso das atividades do escritório. No Lawyer, software jurídico da Alkasoft, o nome dela é “Pasta Processual”.

Ela permite o gerenciamento de pastas de processos, incidentes e recursos. Você pode consultar os detalhes de cada ação, e ainda recebe a atualização automática dos andamentos processuais.

Mobilidade

Para ter um escritório 100% digital, um sistema jurídico em nuvem é fundamental. Como explicamos sobre a tecnologia, ela possibilita que o software seja acessado a qualquer momento pelos profissionais, desde que tenham conexão com a internet. Ou seja, eles não precisam estar presentes em determinado espaço físico.

Como o software centraliza todas as informações do escritório, os profissionais podem acessá-las de casa, do coworking e até de outro país. Isso porque as ferramentas de um escritório digital estão estruturadas na nuvem.

Por meio de dashboards adaptados para smartphones ou notebooks, os advogados se mantêm produtivos na advocacia remota. Inclusive o gestor, que pode fazer a gestão de escritório na palma da mão.

Segurança da informação

Por fim, uma questão que sempre levanta dúvidas a respeito do sistema jurídico em nuvem é a segurança da informação. Será que é seguro?

Sim. Os softwares baseados em nuvem são muito seguros. Em geral, utilizam de criptografia avançada para impedir acessos indevidos e vazamentos.

O Lawyer Eleven, por exemplo, foi desenvolvido com base em frameworks seguros que são atualizados regularmente. A segurança deste sistema é total na camada de infraestrutura e de aplicação (software). Soma-se a isto o fato de utilizar o datacenter mais seguro do mundo, com a máxima certificação em segurança no Brasil, Tier III (Amazon).Na prática, é um software que garante segurança digital e física para os seus dados. Além disso, as cópias de segurança (backups) são incrementadas a cada cinco minutos e ficam salvas integralmente por 35 dias. Se o advogado excluiu por engano o parecer há uns dias, é possível recuperá-lo.

Com um bom sistema jurídico em nuvem, é possível alavancar os resultados do escritório digital. Ele permite o exercício da advocacia remota sem problemas, porque suas funcionalidades facilitam a gestão de escritório e o trabalho dos profissionais.

Softwares completos baseados em nuvem, como o Lawyer Eleven, da Alkasoft, são, sem dúvidas, essenciais.

Conheça o Lawyer Eleven!

O advogado pode fazer o acompanhamento processual de algumas maneiras. Nos últimos anos, a advocacia vem evoluindo com a transformação digital. Já temos soluções seguras, eficientes e que otimizam o tempo dos advogados, inclusive nesta tarefa. Porém, não quer dizer que outras formas de acompanhar os processos foram deixadas de lado.Veja a seguir as principais maneiras:

  • Site dos tribunais: o controle de processos judiciais pode ser feito a partir de extração direta dos sites dos tribunais. O problema desse modo é o tempo gasto. Imagine que no TJSP, consulta processual demora cerca de 2 minutos por processo. São 70 processos do seu escritório, logo, 2 horas e 20 minutos apenas verificando andamento processual.
  • Planilhas de controle processual: é possível registrar o andamento processual, controlar prazos e datas para novas ações em planilhas. São gratuitas, mas o trabalho é mais detalhado, o que demanda mais tempo e aumenta as chances de erros. Depende de alimentação do profissional, que deverá consultar os sites dos tribunais.
  • Software jurídico: um software jurídico completo, como o Lawyer Eleven, oferece uma funcionalidade que automatiza o acompanhamento de processos. Tudo é feito no sistema: desde o cadastro de processos até as capturas de andamentos. Alguns sistemas só oferecem cadastro manual de processos.

Se o escritório de advocacia ou departamento jurídico não possui profissionais capazes de operar essas ferramentas, é preciso contar com o auxílio de um controller jurídico. Ele será responsável por utilizar as ferramentas de acompanhamento processual e pela gestão de atividades e processos. Caso esteja em dúvida sobre qual maneira adotar para fazer o acompanhamento de processos, pense em eficiência. Isso só é possível, nos dias atuais, com o auxílio da inovação e da tecnologia.

Boas práticas no acompanhamento processual

Além da adoção do modo eficaz de controle de processos judiciais, é fundamental adotar boas práticas nessa atividade. Listamos 4 delas:

  • Automatize o acompanhamento processual: para ganhar tempo e aumentar a produtividade, a automatização do acompanhamento de processos é fundamental. Isso ocorre por meio de softwares jurídicos que fazem captura automática dos andamentos
  • Faça o mapeamento de publicações: as publicações nos Diários Oficiais são importantes para o andamento processual. Portanto, faça o mapeamento das publicações relevantes para os processos sob sua responsabilidade. 
  • Engaje sua equipe: tenha mais de um profissional responsável pelo acompanhamento processual. Assim, as informações e os dados importantes não se perdem.
  • Integre andamentos e documentos: reunir em um só lugar o andamento processual e seus respectivos documentos otimiza o trabalho do advogado e evita erros.

Para aliar as boas práticas e ter um bom acompanhamento processual, o uso do software jurídico é indispensável. Veja a seguir como o Lawyer Eleven funciona!

Lawyer Eleven no acompanhamento processual

O Lawyer Eleven, software jurídico da Alkasoft, tem como objetivo otimizar a gestão jurídica de forma global. Isso significa oferecer uma visão estratégica do negócio e executar fluxos de trabalho e atividades com precisão. Assim, o negócio poderá crescer de maneira sólida e com excelência.Quanto ao acompanhamento processual, o Lawyer Eleven possui uma funcionalidade dedicada à atividade, chamada de “pasta processual”. Nela, o gestor pode gerenciar pastas de processos, recursos e incidentes de maneira rápida. O sistema também permite consultar os detalhes de cada ação. Vale destacar que ocorre a atualização automática dos andamentos processuais. Por essa característica, o Lawyer Eleven traz ótimos benefícios para a gestão jurídica, tais como:

  • Eficiência na gestão global e no controle de processos judiciais;
  • Menor necessidade de espaço físico para armazenar processos;
  • Diminuição de prejuízos decorrentes de perda de prazos;
  • Melhor gestão do tempo e do clima organizacional;
  • Melhora no atendimento de prazos;
  • Maior satisfação do cliente.

Realizar o acompanhamento processual de forma automatizada traz muitas vantagens para o advogado. Com o uso de um software jurídico completo, como o Lawyer Eleven, há mais produtividade e rapidez na execução das tarefas. Por isso, é interessante abandonar cadastros manuais e planilhas em prol da tecnologia.

Conheça o Lawyer Eleven e descubra como o software pode ajudar no acompanhamento dos processos!

Avaliar os modelos de gestão aplicáveis para escritórios de advocacia é uma etapa fundamental para o negócio. Esse conjunto de estratégias de gestão tem como objetivo a coordenação da equipe na execução das atividades para potencializar os resultados. Um desses conjuntos é o modelo de gestão horizontal na advocacia.

Do conceito de modelos de gestão, já podemos compreender sua importância: atingir o melhor desempenho. Neste post, falamos mais sobre a gestão horizontal e como ela faz a diferença no escritório.

O que é modelo de gestão horizontal?

O modelo de gestão horizontal é aquele que valoriza a colaboração e a multidisciplinaridade. Sua estrutura não é hierárquica, como na gestão vertical, e inexiste um superior que dita a atuação dos profissionais. Assim, há maior autonomia dos profissionais e poder de decisão. São características da gestão horizontal:

  • Maior tendência e facilidade na utilização de tecnologias;
  • Atribuição de maior responsabilidade aos profissionais;
  • Estímulo ao intraempreendedorismo;
  • Tomada de decisões colaborativas.

Essas características fazem com que esse modelo de gestão seja comum em startups. Quer exemplos de empresas com gestão horizontal? Tesla, Google e Netflix.

A gestão vertical e horizontal são bem diferentes. A gestão vertical demanda centralização no comando e no controle das atividades. A hierarquia e a abordagem top-down fazem com que uma decisão unilateral reflita em todas as camadas hierárquicas seguintes. 

Por isso, é comum vermos mais burocracia, dificuldades em implementar novas tecnologias, comunicação ineficiente e lentidão nas decisões. Alguma semelhança com a gestão de escritório de advocacia mais comum?

Gestão horizontal na advocacia

As empresas com gestão horizontal ao redor do mundo trabalham com inovação frequentemente. Por isso, a gestão horizontal na advocacia pode ser um desafio. Tradicionalmente, o Direito é um campo conservador e hierárquico. No entanto, a adoção de algumas práticas pode levar a um modelo de gestão de escritório de advocacia que envolve mais os colaboradores. E como é esse modelo de gestão no Direito? Ele fomenta a autogestão e o engajamento com os processos, incentivando o trabalho colaborativo e a multidisciplinaridade das equipes.

Ao adotar a gestão horizontal na advocacia, o gestor poderá usufruir de muitos benefícios, como:

  • Motivação da equipe: a gestão horizontal na advocacia parte do pressuposto que todos têm uma opinião relevante. Isso integra os profissionais com o negócio, pois eles se sentem parte efetiva dos resultados. Além disso, existe autonomia na atuação. A consequência é a maior motivação da equipe. 
  • Ambiente de colaboração: um modelo horizontal de gestão elimina o fator competitivo entre as pessoas, porque não há hierarquia. As equipes se esforçam para atingir mais eficiência e melhores resultados, o que cria um ambiente mais colaborativo e saudável.
  • Tendência à inovação: pessoas com autonomia e opiniões relevantes tendem a ser mais ousados em suas ações. Isso favorece o espírito da inovação e o encontro de novas soluções para antigos problemas.
  • Agilidade na comunicação: relações horizontais permitem a comunicação direta entre profissionais. A quebra na burocracia agiliza a atividade, tornando os profissionais mais motivados. 

Como fazer a gestão horizontal na advocacia?

Para adotar a gestão horizontal na advocacia, o gestor deve pensar em técnicas que promovam a autonomia e a colaboração. Veja algumas boas práticas:

  • Direcionar a gestão para o foco em pessoas, não em processos, o que garante que o escritório seja estimulante, criativo e colaborativo;
  • Ter processos claros, organizados e definidos, o que é mais fácil com o uso de um sistema para advogados;
  • Ter um líder participativo e aberto. Para colocar em prática a gestão horizontal na advocacia no dia a dia, o uso de metodologia ágil é bem interessante. 

Metodologia ágil

Metodologia ágil é uma estratégia de gestão focada no engajamento das equipes do escritório e na descentralização da tomada de decisões. Ela se baseia no planejamento contínuo, de curta duração. Para tanto, adota 3 práticas principais:

  • Reuniões diárias (daily scrum meeting), que duram 15 minutos e servem para que os integrantes saibam o trabalho que cada equipe fez no dia anterior e fará nas próximas horas;
  • Reuniões semanais de planejamento, para que todos saibam sobre o andamento dos projetos, os prazos e as atividades de cada um. 
  • Definição de OKRs: fundamental para avaliar e acompanhar se as metas estão sendo cumpridas. A gestão horizontal na advocacia é um modelo moderno com estratégias que fomentam a colaboração e a autonomia. Os benefícios que ele traz são inúmeros, desde que sejam adotadas as boas práticas que citamos. Com o uso de tecnologia, a implementação desse modelo é mais fácil.

Comece fazendo a transição do escritório tradicional para o digital. Veja como!


O certificado digital é uma tecnologia existente há muitos anos no Brasil. Na advocacia, os profissionais o utilizam para trabalhar com o PJE, assinando petições, procurações, pareceres e contratos. Um escritório digital precisa o tempo todo do certificado. Mas você sabe quais são os diferentes tipos de certificado digital?

O que é certificado digital?

Certificado digital é uma espécie de identificação pessoal digital, aplicável para pessoas físicas e jurídicas. Por meio da criptografia de dados, a tecnologia garante integridade, autenticidade, confidencialidade e não repúdio às informações eletrônicas. Assim, permite assinar documentos digitalmente com validade jurídica.

No Brasil, foi normatizado com a Medida Provisória nº 2.200-02/2001. A emissão de um certificado digital deve ser feita por uma Autoridade Certificadora conforme as regras estabelecidas pela ICP-Brasil.

Quais as vantagens do certificado digital?

A finalidade do certificado digital é assinar documentos e acessar sistemas eletrônicos restritos, como o dos órgãos públicos. Como apontamos, ele comprova a identidade do usuário e confere validade jurídica à assinatura e ao acesso. É, portanto, uma ferramenta indispensável e segura para a digitalização de processos.

E quais as vantagens dos diferentes tipos de certificado digital? Apontamos algumas abaixo:

  • Comodidade, já que o usuário assina de qualquer lugar e a qualquer momento;
  • Segurança, pois utiliza chaves criptográficas para confirmar identidade;
  • Economia de insumos ao abandonar a impressão de documentos;
  • Agilidade, pois permite alterar informações rapidamente.

Quais os tipos de certificado digital?

Existem alguns tipos de certificado digital no Brasil, apesar de termos alguns mais populares, como o A1 e o A3. Você conhece os tipos de certificado digital a1? E os tipos de certificado digital a3?Confira quais são!

Tipo A (certificado de assinatura digital)

Os tipos de certificado digital da categoria A são os mais famosos. Seu principal objetivo é identificar o assinante, por isso é indicado para profissionais liberais e organizações com grande volume de validação de documentos.Os certificados do tipo A são tão importantes que temos o e-CPF e o e-CNPJ, versões digitais do CPF e do CNPJ. Eles utilizam a mesma tecnologia do certificado A, podendo ser emitidos com o tipo A1 ou A3. O objetivo dos tipos de certificados digitais a1 e a3 é o mesmo: garantir a autenticidade e a integridade de transações no meio eletrônico. A emissão de documentos fiscais eletrônicos, como NF-e e CT-e, e a realização de escriturações fiscais, como eSocial e EFD-Reinf, dependem desses certificados.Conheça os tipos de certificados digitais a1 e a3:

  • A1: arquivo digital (não existe fisicamente), de extensão .PFX ou .P12, instalado e armazenado em dispositivos. Tem prazo de validade de 1 ano a partir da data de emissão.
  • A3: emitido e armazenado em um objeto físico, como token (semelhante a um pendrive) ou smartcard (cartão plástico com chip). Tem validade entre 1 ano e 3 anos a partir da data de emissão.

Tipo S (certificado de sigilo/confidencialidade)

O certificado S é voltado para trazer sigilo para uma transação. Seu uso permite a criptografia de dados de um documento, que, a partir de então, só permite o acesso por meio de um certificado autorizado. Ou seja, é importante para evitar o vazamento de informações.

Tipo T (certificado de tempo)

O certificado T é o carimbo de tempo, pois atesta o momento em que um documento digital foi emitido. É importante em uma ação judicial, por exemplo, porque evita a adulteração de dados que poderia beneficiar uma das partes. Ele pode ser utilizado junto com outros tipos de certificado digital.

Qual certificado digital devo usar? 

Não existe um certificado digital melhor do que outro. O importante é o profissional entender quais são suas reais necessidades. Cada modelo pode ser o mais adequado conforme o objetivo do uso. Há, inclusive, empresas que trabalham com certificados voltados a profissões específicas, como a advocacia.

Antes de escolher, confira a compatibilidade do certificado digital com o sistema operacional e o tipo do seu dispositivo.  Conhecer os tipos de certificado digital é importante para escolher a ferramenta certa para seu escritório digital. Os tipos de certificados digitais a1 e a3 são famosos, mas o certificado tipo T é importante na advocacia. Junto com o certificado, o uso de outras tecnologias, como o software jurídico, também é importante para transformar um escritório tradicional em digital. Veja como!


Já pensou em fazer uma planilha de controle de prazos processuais? Ou prefere um software para controle de prazos judiciais? Seja qual for a ferramenta utilizada, qualquer escritório tem essa tarefa burocrática em sua rotina.

De fato, escritórios muito pequenos e advogados autônomos podem utilizar planilha Excel para controle de prazos judiciais. Mas basta crescer um pouco para nascer a necessidade de otimizar essa atividade.

Pensando em todos os tamanhos de escritórios, apontamos 5 ferramentas além da planilha para controle de prazos de entrega. Conheça!

O que é o controle de prazos processuais

Controle de prazos processuais é uma atividade pela qual o advogado tem conhecimento dos prazos dos diferentes processos sob sua responsabilidade. Nesta tarefa, o profissional também acompanha o andamento de cada demanda referente à determinada ação. 

Ou seja, o controle de prazos judiciais é uma das principais atividades na advocacia. É um ótimo indicador de qualidade dos serviços prestados, porque evita a perda de prazos. Basta um prazo perdido para que haja mais gastos no processo e comprometimento da reputação do profissional.

Além disso, o controle de prazos processuais é fundamental para uma gestão organizada no escritório. Afinal, são centenas de processos e informações que podem se perder facilmente.

Ferramentas para fazer o controle de prazos processuais

Diante da importância do controle de prazos processuais, é preciso encontrar formas de otimizar essa tarefa. Dessa maneira, a rotina do escritório de advocacia ou departamento jurídico também será mais organizada.

E como fazer o controle de prazos judiciais? Existe software de controle de prazos judiciais? Sim, mas não é a única ferramenta. Veja quais são elas!

#1 – Trello

Quer usar o método Kanban para advogados? O Trello é uma ótima opção. Com a ferramenta, o gestor pode organizar um grande quadro com cartões. Em cada cartão, atribui-se um responsável, um prazo e uma tarefa.

Para fazer o acompanhamento de prazos processuais, pode-se colocar várias colunas com as seguintes etapas: Protocolo; Conciliação; Instrução; Sentença; Recurso; Execução e/ou Cumprimento de Sentença. Uma ferramenta muito semelhante é o Asana.

#2 – Google Agenda

Mais do que uma ferramenta de controle de prazos processuais, o Google Agenda controla sua rotina inteira. Seja no celular ou no navegador, você pode marcar tarefas e eventos, além de adicionar lembretes com alertas.A facilidade é sua integração com outros aplicativos da Google e com os smartphones sem a necessidade de baixar o aplicativo.

#3 – Evernote

O Evernote é um aplicativo que funciona como bloco de notas digital. Ele permite a inserção de listas, textos, tabelas, imagens, links e muito mais. Você pode, por exemplo, ter uma lista de processos de pessoas físicas e outra lista de processos em recurso.

#4 – Legal Cloud

Um aplicativo pouco conhecido, mas muito eficiente no controle de prazos processuais é o Legal Cloud. Tem versão web e app para iOS e Android. Sua função é calcular prazos conforme o tipo de processo.

Ou seja, é possível fazer o acompanhamento de prazos processuais com base no Novo CPC, no CPP, na CLT etc. Sua contagem é precisa, mas limitada a 6 cálculos de prazos por semana na versão gratuita.

#5 – Software jurídico

A melhor opção de ferramenta para advogados é um software. O controle de prazos judiciais feito dentro de uma solução específica para advocacia é mais eficiente. Como exemplo, citamos o Lawyer Eleven, que possui uma funcionalidade de agenda fácil. O que ela faz? Veja alguns benefícios:

  • Gestão mais eficaz e precisa de processos jurídicos do escritório;
  • Eliminação do conflito de horários (integração de agendas);
  • Tarifação automática (integração com o setor financeiro);
  • Visão geral de cada cliente/processo;
  • Alertas compartilháveis de tarefas;
  • Integração com agendas Google, Outlook e IOS;
  • Delegação de funções.

No sistema Lawyer Eleven, além dos compromissos, os prazos e as tarefas também são vinculadas automaticamente na agenda e podem ser identificados de maneira muito rápida e visual por meio de ícones específicos para cada situação. O sistema ainda permite a criação de tags coloridas para identificar diferentes categorias na agenda e visualização em lista, proporcionando uma leitura mais ágil e eficiente.

O controle de prazos processuais pode ser algo mais fácil com o uso dessas ferramentas. Adotar boas práticas também é importante. Uma delas é a adoção da tecnologia para automatizar a gestão de processos, como falamos principalmente no uso de software jurídico. Como consequência, é possível ter maior organização, simplificar atividades repetitivas e ter mais produtividade. 

Outra boa prática é controlar o que acontece no escritório, conhecendo atribuições, responsabilidades e prazos. Neste ponto, é importante saber como gerir os processos.

Veja como mapear o escritório e fazer uma boa gestão dos processos jurídicos!

Ficar por dentro das tendências jurídicas para 2022 é uma boa maneira de começar um novo ano. A advocacia, bem como outros segmentos econômicos, terá o desafio de driblar os impactos da “pós pandemia”. Muitas mudanças que aconteceram neste período vieram para ficar.

Confira a seguir as tendências jurídicas para 2022.

5 tendências jurídicas para 2022

O que o advogado de 2021 deve conhecer sobre as áreas promissoras do Direito 2022? As tendências jurídicas de 2021 permanecerão? Analisar as tendências jurídicas para 2022 passa por entender essas questões.

Afinal, alguns dos advogados mais procurados nos últimos anos foram aqueles relacionados às reformas legislativas. Direito Trabalhista e Previdenciário são bons exemplos. Ao mesmo tempo, vimos crescer a importância do compliance e a inovação. Essas demandas ajudam a ditar tendências jurídicas para 2022.

Por isso, apontamos 5 dessas tendências!

Cibersegurança

A segurança da informação passou a ser um dos focos principais de todas as empresas ao redor do mundo. A advocacia não escapa dessa realidade, motivo pelo qual a cibersegurança é uma das tendências jurídicas para 2022.

Você sabia que o Brasil é um dos principais alvos de ataques cibernéticos? Recentemente, vimos ataques de hackers ao STJ e às plataformas do Ministério da Saúde. Isso impacta diretamente na atuação jurídica.

A partir dessa realidade e da instituição da LGPD, a cibersegurança passou a ser o centro das atenções. O advogado 2022 deve ficar atento às ações de proteção de dados e informações. Em outras palavras, deve avançar neste quesito, criando protocolos de proteção digital mais rigorosos para mitigar tentativas de violação de dados jurídicos.

Vale pontuar que o escritório digital, outra tendência jurídica sobre a qual falaremos adiante, favorece as ações de cibersegurança. Os documentos são digitalizados, centralizados em uma única ferramenta, e armazenados em nuvem. Além de ser mais seguro por contar com criptografia e senhas específicas, traz maior produtividade.

Inteligência artificial

O advogado 2021 já vem lidando com a inteligência artificial no mercado jurídico. Ainda que seja recente no Brasil, essa tecnologia, que era uma das tendências jurídicas em 2021, também estará em alta em 2022. Isso ocorre porque ela é a base para diversas soluções que resolvem inúmeros problemas na advocacia.

Chatbots, machine learning, jurimetria e outras inovações derivam do uso da IA. Elas contribuem para diversas atividades jurídicas, que envolvem desde a elaboração de programas de gestão e análise de dados, até pesquisas avançadas de jurisprudência e agendamentos automatizados.

Em suma, é uma tecnologia voltada para a melhoria da produtividade e da eficiência na advocacia. Isso porque ela contribui para o cumprimento de prazos, para gestão profissional do negócio e muito mais.

Não à toa, está presente nos melhores softwares jurídicos.

Legal Analytics, KPIs e relatórios

Emitir relatórios gerenciais, analisar dados jurídicos, criar metas palpáveis, fazer o negócio crescer. Essa é uma das tendências jurídicas para 2022 que envolve, além dos KPIs (Key Performance Indicator, ou Indicadores-Chave de Desempenho), o Legal Analytics (LA).

LA é uma tecnologia de análise jurídica baseada em inteligência artificial fundamental para elaborar estratégias processuais mais efetivas. A partir da análise da base de dados do escritório, percebe-se padrões em litígios anteriores. Em outras palavras, identificam-se tendências que contribuem para ações mais assertivas em uma ação judicial. Lembrou-se da jurimetria? Sim, tem bastante relação.

Mas o Legal Analytics também se relaciona à gestão quantitativa dos dados (data driven), que contribui para definir estratégias relevantes para os negócios. Junto com a análise de KPIs e os relatórios, são grandes aliados da gestão.

Os KPIs (indicadores-chave de desempenho) são indicadores de produtividade. De forma simplificada, demonstram a eficácia com que uma empresa alcança os seus principais objetivos estratégicos.

Com esse método de medição, os gestores jurídicos podem mensurar a eficácia produtiva de seus processos e da equipe. Com essa análise, podem gerenciar e aperfeiçoar o desempenho do negócio de maneira assertiva.

Os relatórios cumprem esta mesma função, pois trazem dados consolidados sobre determinadas áreas. Com os relatórios gerenciais, é possível ter visibilidade sobre informações importantes, como gestão financeira, atendimentos, processos judiciais etc.

Com isso, o gestor consegue tomar decisões estratégicas de forma fundamentada, contribuindo para o crescimento do negócio.

Escritório digital

A advocacia remota era realidade em poucos negócios antes da pandemia. O período de isolamento forçou o nascimento de escritórios digitais e eles se tornaram uma das tendências jurídicas para 2022.

Escritório digital é o que funciona de forma 100% online, desde o atendimento ao cliente à execução dos processos jurídicos internos. Neste contexto de transição, o software jurídico se destacou como uma ferramenta imprescindível.

Suas funcionalidades permitem a atuação integrada dos profissionais mesmo à distância. Elas abordam tarefas operacionais e administrativas, como delegação de tarefas, gestão de pessoas, compartilhamento de agenda e controle de prazos. Por ser completo, consegue organizar a rotina de forma remota.

O ideal é que o software seja baseado em nuvem, vale destacar. Ele pode ser acessado de qualquer lugar, tem maior capacidade de armazenamento e processamento.

Com as ferramentas corretas, o escritório digital é uma das tendências jurídicas para 2022 e para os próximos anos. Hoje, os profissionais conseguem atuar de home office, em coworkings e de onde estiverem, graças aos softwares jurídicos. Essa mobilidade é bastante positiva, porque proporciona uma melhor gestão do tempo e mais qualidade de vida.

Gestão automatizada com software jurídico

A gestão automatizada com software jurídico continua sendo uma das principais tendências jurídicas para 2022. Esse sistema é a base do escritório digital e da atuação remota. Ele facilita toda a administração do escritório ao atuar em diversas pontas do negócio.

Controle de andamento processual, gestão financeira, relacionamento com o cliente, gestão de tempo. Tudo isso está inserido em um software jurídico completo, como é o caso do Lawyer Eleven. O sistema para advogados da Alkasoft tem:

  • Funcionalidades essenciais para a gestão jurídica, como módulo financeiro e DRE (Demonstrativo de Resultados), relatórios e pasta processual.
  • Funcionalidades que auxiliam o controle de produtividade, como método Kanban e controle de tempo e prazos de maneira automática.
  • Interface responsiva que permite acesso do computador, tablet ou celular.
  • Backup em nuvem para manter suas informações seguras.
  • Dashboard com design moderno e intuitivo.

As tendências jurídicas para 2022 são indicativas de como o advogado deve atuar no próximo ano. Elas guardam, sim, relação com as áreas promissoras do Direito 2022, mas o foco não deve ser só esse. É importante pensar em cibersegurança, IA, Legal Analytics, KPIs e softwares jurídicos como formas de otimizar a gestão do negócio.

Com o crescimento do escritório, o advogado consegue se preparar melhor para os futuros cenários da advocacia. E como fazê-lo crescer de maneira organizada? Com um software jurídico, que apresenta recursos condizentes com as tendências jurídicas para 2022.

Que tal conhecer o Lawyer Eleven, o software jurídico desenvolvido pela Alkasoft para otimizar a rotina do advogado?