O advogado do futuro já se adequou às constantes mudanças que a Transformação Digital traz para o Direito. Integração com novas tecnologias e modelos de negócios, LGPD, tudo isso não é novidade. Esse profissional vem se adaptando às novas formas e relações de trabalho, e a inteligência artificial é sua aliada. Jurimetria, chatbot, blockchain não são apenas termos conhecidos.

Mas o que ainda vem pela frente? Em termos tecnológicos, é impossível prever, mas apontamos 4 tendências para o advogado do futuro. Será que você já as conhece?

#1 Aprimoramento das habilidades comportamentais

A integração harmoniosa com a tecnologia é uma característica do advogado do futuro. Mas o exercício de suas atividades não precisa ser “frio”, sem conexão com as pessoas. Para tanto, o profissional deve repensar seu valor e retornar às origens da advocacia. O que isso significa?

Além de valorizar os aspectos técnicos que conferem excelência ao serviço, ele deve se preocupar com habilidades comportamentais e cognitivas. Isso porque a tecnologia pode substituir muitas coisas, menos o contato humano. Assim, o aprimoramento das soft skills é fundamental.

As soft skills são capacidades comportamentais e cognitivas. É um grupo formado por resiliência, comunicação positiva, negociação, pensamento sistêmico, liderança empática, gestão do tempo, inteligência emocional, resolução de conflitos, motivação, entre outras. Elas são uma forte tendência para o advogado do futuro, que se diferenciará na medida em que as aprimora.

#2 Olhar humanizado do advogado do futuro

Seguindo a linha de raciocínio das habilidades comportamentais, o advogado do futuro precisa ter um olhar humanizado. É necessário ter em mente que potenciais mudanças, como a adoção do trabalho remoto, precisam de compreensão e empatia. Se você é um gestor, sabe que não terá rígido controle sobre o desempenho dos profissionais. Sabe também que eles terão dificuldades em se adaptar no início, mas a confiança e a motivação que você passar trarão bons resultados.

Em outras palavras, o olhar humanizado fará com que a advocacia se estruture mais em colaboração do que em hierarquia. É a gestão horizontal.

Ela demanda um feedback natural das equipes e dos gestores, autonomia e responsabilidade dos profissionais. A valorização financeira não é o fator único de retenção de talentos e deve andar junto com os propósitos. A relação com os clientes é focada na experiência do usuário para buscar melhores soluções (Legal Design Thinking). Esses são apenas alguns exemplos de olhar humanizado, de como o advogado do futuro deve atuar.

#3 Valorização do relacionamento interpessoal

Ainda que venha ocorrendo a virtualização dos relacionamentos, a pessoalidade ainda é o maior diferencial humano. Isso a tecnologia jamais substituirá. Por isso, reforçamos a necessidade de aprimorar as competências comportamentais, especialmente o perfil colaborativo dinâmico e inovador.

Em um contexto de competitividade, o advogado do futuro deve alimentar sua rede de contatos sempre. Esse comportamento empreendedor é também a demonstração de uma boa visão de negócios. Afinal, as indicações são essenciais para a sustentabilidade de um escritório.

#4 Prestação de serviços personalizados

Mencionamos anteriormente a prática do Legal Design como forma de focar na experiência dos clientes para apresentar soluções mais adequadas. Ele é só um retrato de uma tendência do advogado do futuro: a prestação de serviços personalizados.

Na verdade, essa prestação será uma consequência do bom uso das habilidades comportamentais e cognitivas. Se o advogado desenvolve competências, como inteligência emocional e empatia, sua escuta será apurada. Ele perceberá necessidades do cliente que este sequer conhecia. Em outras palavras, estará sempre um passo à frente.

Essa escuta atenta será fundamental para prestar um serviço personalizado e diferenciado. Afinal, ainda existem muitos profissionais que encaram o cliente na acepção fria de um cliente (somente um “cifrão”). A ideia do advogado do futuro é realmente ter um olhar humanizado para personalizar sua atuação.

O advogado do futuro deve desenvolver todas essas habilidades. Elas se relacionam com aquilo que a tecnologia não substitui. Mas certamente esse profissional deve se preparar para lidar com inteligência artificial e machine learning, trabalho remoto e aprendizado EAD, softwares jurídicos completos e tudo que as soluções tecnológicas oferecem de bom para o mercado.

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